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POLÍCIA MILITAR

Operação Responsabilidade apreende 156 menores de idade

05 setembro 2011 - 08h32

Crianças de colo, pais que não sabiam do paradeiro de seus filhos naquela noite e adolescentes ingerindo álcool como se fosse a coisa mais normal do mundo. Este foi parte do cenário encontrado pela “Operação Responsabilidade”, deflagrada pouco antes da meia-noite deste domingo, 04, na região do 6º BPM, sul de Palmas, numa ação envolvendo a Polícia Militar, Juizado da Infância e Juventude, Polícia Civil, Conselhos Tutelares e Guarda Metropolitana da Capital.

Após percorrer pontos estratégicos e conhecidos na região, por concentrar grande número de pessoas nos finais de semana, a ação – determinada pelo Comando Geral da PMTO e supervisionada pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC) – conduziu 156 adolescentes ao Conselho Tutelar da região. Destes, 92 tiveram Termo de Responsabilidade assinados e 64 foram apreendidos por não portarem documento de identidade. Essas pessoas transitavam sem qualquer problema pelo Antharas Eventos, Bar do Marcelo, no Aureny III; Vaca Preta Music, no Aureny IV, e adjacências.

Até às 4h da madrugada deste domingo, a PM não havia registrado qualquer outro tipo de apreensão, de armas ou entorpecentes na área concentrada. A Operação, que será encerrada ainda neste domingo, no distrito de Taquaruçu, conta com um efetivo de 50 policiais militares – cadetes da Academia de Polícia Militar do Tocantins, do 6º BPM, da ROTAM, GIRO e GOC, grupos especializados da CIOE (Companhia Independente de Operações Especiais), policiais civis, agentes de proteção da Vara da Infância e Juventude, GM e conselheiros tutelares. No último fim de semana do mês de agosto, a Operação Responsabilidade foi realizada na região central de Palmas, com concentração na Praia da Graciosa.

Nossa missão maior é garantir a segurança da população. Depois do sucesso que obtivemos na área central, nos concentramos agora na região do 6º BPM, sempre com o firme propósito de combater qualquer ato que atente contra o Estatuto da Criança e do Adolescente ou contra qualquer cidadão, ressaltando a importância de nossos parceiros para os resultados positivos da Operação”, disse o comandante geral da PMTO, coronel Marielton Francisco dos Santos.

Objetivo
Segundo o Comando Geral da PMTO, o objetivo da Operação é “combater possíveis violações às regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), coibir o tráfico de entorpecentes, porte ilegal de armas, realizar abordagens a veículos e pessoas suspeitas, com vistas a recuperar produtos de origem ilícita e inibir a prática de furtos e roubos em comércio, residência, de veículos e em veículos, na área urbana de Palmas”.

Elogiando a cobertura da PM, o agente de proteção da Vara da Infância e Juventude Jorlan Marques de Castro disse que antes da parceria com as polícias Militar e Civil o trabalho do Juizado em operações dessa natureza “era crítico e muito difícil”. Segundo o agente, nos últimos noventa dias cerca de 450 menores já foram apreendidos em Palmas e que o propósito do Juizado é intensificar esse tipo de fiscalização todos os dias da semana. Ele ressaltou a diminuição da presença de adolescentes em bares na cidade, depois da atuação maciça dos agentes, e adiantou: “nosso trabalho não acaba com a apreensão do menor e encaminhamento aos conselhos tutelares, fazemos também um monitoramento dessas famílias, conscientizando os pais da importância do cumprimento de suas responsabilidades”, concluiu Castro.

A maioria dos pais desses adolescentes apreendidos na madrugada deste domingo aprova a Operação e pede a continuidade da ação. “Achei bom demais esse trabalho, já devia ter acontecido há muito mais tempo em Palmas, porque os filhos não obedecem mais os pais. Isso afasta eles das drogas, da violência e eu aprovo esse serviço”, disse dona Dinalva Lopes Pereira, autônoma, moradora do setor União Sul, mãe de J.L.P., uma menor de 15 anos.
Eu tô achando é muito bom porque assim eles ficam sabendo o que é certo e o que é errado. Meu filho está aí e eu vim buscá-lo. É a primeira vez que isso acontece com ele, mas é bom pelo susto”, disse Aurinete Ribeiro Souza, moradora do Aureny III, mãe de C.A.R.N., enquanto aguardava na fila -- formada em frente à sede do Conselho Tutelar Sul 02 -- a vez de levar seu filho de volta para casa. Aurinete assumiu que ela e o esposo tinham o hábito de levar o menor às festas na região. Detalhe: seu filho tem apenas 14 anos de idade.(Da Ascom/PMTO)

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