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Operação Messias prende 3 pessoas por tráfico de drogas em Araguaína

14 janeiro 2011 - 16h21

Da Redação

Por volta da 1h30 da madrugada desta sexta-feira, 14, a equipe da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC), prendeu três pessoas acusadas de tráfico de drogas. São eles: Douglas Messias de Assis, 35 anos, Neilton Bento Ribeiro, 62 anos, mais conhecido como “Tchê” e José Mário Bonifácio 31 anos. Com os acusados ainda foram apreendidos o valor de seis mil reais em dinheiro, 1.622 kg de cocaína e pasta base, duas armas, uma branca e uma de fogo, quatro celulares, um automóvel modelo Corsa e duas motos Titan.

   
Um veículo modelo Corsa e duas motos Titan, também foram apre-
endidas na operação       


A Operação

De acordo com informações do agente de polícia Osvaldo Ferreira, esta ação é o segundo ato de uma investigação que teve início no ano passado quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) enviou ofício à DEIC, informando uma apreensão de 14 kg de cocaína e pasta base, na cidade de Guaraí. Na oportunidade, foi presa, identificada como “mula”, Daiane Neres da Silva, que não informou quem seria o chefe da operação, mas em denúncia anônima recebida pela PRF foi informado que o suposto proprietário da droga apreendida morava em Araguaína, seria ele, Douglas Messias e residia na Vila Couto Magalhães.

A partir de então, em meados de outubro, agentes da Deic deram início á “Operação Messias” e passaram a monitorar os passos do suspeito, numa investigação que até ontem corria em segredo de justiça, sendo também acompanhada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e 2º Vara Criminal de Araguaína.

Comparsas
Durante a investigação, os policiais constataram a participação de outras pessoas associadas a Douglas Messias, um deles era Neilton Bento Ribeiro, 62 anos, mais conhecido com “TChê” residente na região Central de Araguaína, trazia juntamente com o comparsa Douglas, drogas vindas do estado de Goiás e revendia para um grande número de traficantes na cidade.


Neilton Bento Ribeiro, 62 anos, mais conhecido como "Tchê".

Douglas tem vários parceiros, o que ele vende pra usuários nunca é inferior a 50 reais” disse o agente Osvaldo, explicando ainda que “Tchê” e Douglas Messias, são apontados pela polícia como principais fornecedores de cocaína e crack em Araguaína. “Potencialmente, eles são dois dos maiores traficantes da cidade”, diz o agente.

Outro parceiro de Douglas envolvido com o tráfico de entorpecentes foi identificado como José Mário Bonifácio, 31 anos, proprietário de uma casa de eventos denominada “Império Show” no setor São Miguel. “O local funcionava de fachada, como um prostíbulo, mas também foi transformado num escritório do narcotráfico, ou seja, ele negociava e vendia drogas para quem freqüentava o recinto” explica o policial.


José Mario Bonifácio, 31, dono da casa de eventos "Império Show" no
setor São Miguel.


A prisão
Na madrugada dessa sexta-feira, agentes da Polícia Civil deram início à prisão dos envolvidos. Douglas Messias foi preso quando chegava da cidade de Goiânia em Araguaína, interrogado, ele apontou o envolvimento de “Tchê”, o Neilton, no negócio. Agentes da Civil já aguardavam este, que estaria na casa noturna de José Mário e voltava em sua residência para buscar mais drogas para revender no estabelecimento, quando foi surpreendido pela polícia.


Douglas Messias de Assis, 35 anos, suposto chefe do grupo.

A apreensão das drogas com Neilton foi suficiente para autuarem os três acusados em flagrante. Tanto Douglas Messias, quanto Neilton Bento e José Mário tem antecedentes criminais com passagem pela polícia por tráfico de drogas.


Ainda de acordo com informações da DEIC, uma denúncia anônima afirmou que uma quantidade de drogas que supostamente pertenceria a Douglas Messias vinda de Goiânia estaria chegando em um ônibus na cidade de Araguaína, o que não foi oficialmente confirmado. A polícia suspeita que possivelmente a rota da droga foi alterada devido à prisão dos acusados.


O agente ainda informou que a investigação continuará a procurar mais envolvidos e afirma que outras prisões relacionadas ao caso poderão ser realizadas futuramente.

 

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