A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (16), em Lagoa do Tocantins, o segundo suspeito de envolvimento na morte brutal de Pedro Alves Folhas, de 66 anos. O crime aconteceu na madrugada do dia 9 de junho, em uma chácara localizada no setor Santa Fé, região sul de Palmas.
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O homem preso foi identificado como Izaquiel da Silva Oliveira, de 29 anos. Ele estava foragido desde a divulgação de seu cartaz de procurado, em junho. Segundo as investigações, ele teria tentado destruir provas ao se desfazer das roupas usadas no crime e desmontar o carro utilizado na ação criminosa.
SUSPEITO TENTOU FUGIR
De acordo com o delegado Guilherme Torres, a prisão foi possível após denúncias anônimas indicarem o paradeiro do suspeito. A equipe policial montou um cerco em uma chácara na zona rural de Lagoa, onde ele foi encontrado. Izaquiel ainda tentou fugir, mas foi capturado.
"Ele tentou correr, mas foi feito o cerco de forma que ele não teve para onde fugir", afirmou o delegado.
O crime é investigado como latrocínio. Os criminosos teriam invadido a casa com a intenção de roubar e espancaram o idoso até a morte. A esposa da vítima, que também foi agredida, sobreviveu.
CÂMERAS DE SEGURANÇA
A primeira prisão foi feita ainda em junho. Dione Costa Dias, de 33 anos, foi capturado no setor Santa Bárbara, em Palmas, com apoio da Polícia Penal. Ele fazia uso de tornozeleira eletrônica e já responde por outros crimes.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o veículo usado no dia do crime. A polícia rastreou o trajeto percorrido pelos suspeitos até o local e descobriu o endereço onde o carro foi desmontado para ocultar provas. Izaquiel, no entanto, conseguiu escapar naquela ocasião.
INVESTIGAÇÃO
Segundo o delegado Israel Andrade, a polícia ainda busca entender por que a residência foi escolhida e o que exatamente os criminosos pretendiam encontrar.
"O mandado de prisão foi expedido, e ele fugiu quando tentamos cumprir. A investigação precisa continuar para entender o motivo exato e esclarecer todos os detalhes", explicou.
Conforme o inquérito, a esposa de Izaquiel afirmou que ele estava com o carro na noite do crime e que, posteriormente, se desfez das roupas e calçados usados, tentando apagar qualquer vestígio de sangue da vítima.
CRIMINOSOS FINGIRAM SER POLICIAIS
A esposa da vítima contou à polícia que os criminosos bateram na porta alegando serem policiais com mandado de busca. Pedro se recusou a abrir a casa, chegou a disparar com uma espingarda calibre 22, mas os invasores arrombaram o imóvel, o renderam e o espancaram até a morte com a própria arma.
Uma vizinha relatou que viu dois homens chegando de moto e chamando por Pedro, antes de invadirem a residência.
Os criminosos fugiram levando R$ 50, uma aliança, dois celulares e a espingarda do idoso.