Oito dias após fugir de um presídio de segurança máxima no Tocantins, Renan Barros da Silva, apontado como o serial killer de Araguaína, continua foragido. A evasão ocorreu na madrugada de 25 de dezembro e, até esta sexta-feira (2), não há confirmação oficial de recaptura.
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Condenado a mais de 72 anos de prisão, Renan é considerado de alta periculosidade pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público. A classificação como serial killer ocorreu após investigações identificarem repetição de condutas criminosas e padrão nos assassinatos atribuídos a ele.
FUGA EM PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, Renan escapou da unidade prisional junto com Gildásio Silva Assunção, de 47 anos. Ambos teriam danificado a estrutura da cela e utilizado uma corda improvisada para transpor o alambrado.
Gildásio também é investigado por ligação com facção criminosa de atuação nacional. As circunstâncias da fuga seguem sendo apuradas pela administração penitenciária.
BUSCAS INTENSIFICADAS NO ESTADO
Desde a fuga, forças das polícias Civil e Militar atuam de forma integrada em operações de busca. Regiões estratégicas, especialmente no sul do Tocantins, receberam reforço no policiamento.
As autoridades admitem a possibilidade de que os foragidos tenham deixado o estado, o que motivou alertas a forças de segurança de unidades federativas vizinhas.
ALERTA À POPULAÇÃO
A SSP orienta que a população não tente qualquer aproximação ou abordagem. Informações que ajudem na localização dos fugitivos podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190, 197 ou diretamente à Central de Flagrantes de Gurupi.
O sigilo é garantido, e toda denúncia é tratada como informação estratégica para a investigação.
HISTÓRICO CRIMINOSO
Renan Barros da Silva é investigado por crimes cometidos entre 2020 e 2021, principalmente em Araguaína. A Delegacia de Homicídios identificou que ele agia sozinho e apresentava comportamento repetitivo na execução dos delitos.
Entre os casos atribuídos a ele está um triplo homicídio que gerou forte comoção na cidade. Há ainda suspeitas de envolvimento em crime ocorrido no Maranhão, seu estado de origem, processo que corre sob segredo de Justiça.
Durante o julgamento, o Ministério Público destacou a frieza e a ausência de empatia demonstradas pelo réu, fatores que pesaram para a condenação elevada.


Gildásio também é investigado por ligação com facção criminosa de atuação nacional. - Crédito: Divulgação 


