Um vídeo publicado no Instagram do ex-senador e pré-candidato ao governo do Tocantins, Ataídes Oliveira, reacendeu o debate sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal e a política de contratação de servidores no Estado. Em tom duro, ele questiona números, prioridades e acusa o governo estadual de usar a máquina pública para fins políticos, enquanto áreas essenciais seguem deficitárias.
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LIMITE DA LEI E OS NÚMEROS DO ESTADO
Ataídes lembra que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que o Poder Executivo não pode comprometer mais de 49% da receita corrente líquida com gastos de pessoal. Segundo ele, embora o Portal da Transparência não apresente dados consolidados, os números reais estariam muito próximos disso.
De acordo com o ex-senador, o Estado conta hoje com cerca de 32 mil servidores efetivos, 22 mil temporários e aproximadamente 3 mil comissionados. Na prática, seriam cerca de 25 mil servidores contratados ou comissionados, fora do quadro efetivo.
FALTA QUEM ESTÁ NA PONTA
Ataídes transforma os números em perguntas diretas. Por que faltam cerca de 5 mil policiais militares? Por que o déficit de aproximadamente 2 mil policiais civis e penais? Por que não há médicos, enfermeiros e professores concursados suficientes para atender a população?
Para ele, a resposta é clara: a realização de concursos públicos reduziria o espaço para indicações políticas dentro do Estado.
CABOS ELEITORAIS NA MÁQUINA
No trecho mais ácido do vídeo, Ataídes afirma acreditar que apenas cerca de 20% dos servidores temporários realmente prestam serviço à população. Segundo ele, a maioria estaria atuando como cabos eleitorais, sustentados pela estrutura pública.
A crítica aponta para o uso político da máquina administrativa em detrimento da eficiência e da qualidade dos serviços públicos.
PRECARIZAÇÃO E INSEGURANÇA
O ex-senador também destaca o impacto direto desse modelo sobre quem trabalha e quem depende do serviço público. Professores que não sabem até quando permanecerão em sala de aula. Médicos que atendem pacientes sem qualquer estabilidade. Para Ataídes, essa insegurança é grave e compromete o futuro do Estado.
PROMESSA DE CONCURSOS
Encerrando o discurso, Ataídes Oliveira afirma que, caso eleito, convocará todos os concursados ativos já no primeiro dia de governo. Ele promete ainda a realização de concursos públicos até preencher as vagas técnicas nas áreas de saúde, educação e segurança pública.
Segundo ele, a prioridade será substituir contratos temporários por servidores efetivos, garantindo estabilidade, qualidade no atendimento e o fim dos favores políticos.






