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"RETORNAM JUNTO COMIGO"

De volta à Prefeitura, Eduardo Siqueira afirma que "humilhados serão exaltados"

18 julho 2025 - 08h37Por Da Redação

Após ter a prisão revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (17), o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), publicou um vídeo em suas redes sociais prometendo retomar imediatamente o comando da prefeitura e “fazer justiça aos seus companheiros”.

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“Eu mal comecei, então as mangas estão arregaçadas para recuperar o tempo perdido. Eu não tenho tempo para amarras. Eu não tenho tempo para carregar ódio nesse coração. Eu só farei justiça aos meus companheiros que, humilhados, serão exaltados. Assim diz a palavra do Senhor”, afirmou o prefeito.

SECRETARIADO DESMONTADO 

Durante os 20 dias em que esteve afastado do cargo, Eduardo Siqueira viu mudanças significativas em sua equipe. Pelo menos nove auxiliares — entre secretários, presidentes de órgãos e o procurador-geral do município — deixaram seus postos. Os substitutos foram nomeados pelo vice-prefeito Carlos Velozo (Agir), que assumiu interinamente o Executivo.

Em sua fala, Eduardo sinalizou que pretende retomar a composição anterior do governo: “Essas pessoas retornam junto comigo para nós arregaçarmos as mangas por vocês e para vocês.”

A expectativa é de que uma edição extra do Diário Oficial do Município seja publicada ainda pela manhã com as novas nomeações.

PRISÃO FOI REVOGADA 

Eduardo Siqueira foi preso no dia 27 de junho durante nova fase da Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que apura o vazamento de informações sigilosas no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele foi levado ao Quartel do Comando Geral da PM (QCG), onde ficou custodiado.

Após sofrer um infarto no dia 8 de julho, o prefeito foi submetido a uma angioplastia de emergência no Hospital Geral de Palmas (HGP). No mesmo dia, o STF concedeu a ele o direito à prisão domiciliar com base em pareceres médicos.

Nesta quinta-feira, o ministro Cristiano Zanin decidiu revogar a prisão de Eduardo e permitir seu retorno ao cargo. O relator entendeu que os fatos investigados não estão diretamente ligados à função pública do prefeito, o que tornaria desnecessário o afastamento. A decisão também considerou que o exercício da função exige deslocamentos impossibilitados pela prisão domiciliar.

Apesar disso, Eduardo segue proibido de manter contato com outros investigados e de sair do país. Seu passaporte permanece retido.

OUTROS ALVOS DA OPERAÇÃO CONTINUAM PRESOS

A revogação da prisão de Eduardo não se estende aos outros dois alvos da operação: o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. Ambos continuam detidos por decisão do STF.

As defesas dos dois não se pronunciaram na época da prisão nem após a nova decisão da Corte.

OPERAÇÃO SISAMNES 

A Operação Sisamnes é coordenada pela Polícia Federal e supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. A investigação apura crimes como obstrução de Justiça, violação de sigilo funcional, corrupção ativa e passiva.

Segundo a PF, o grupo investigado fazia parte de uma rede clandestina responsável por comercializar e repassar informações sigilosas sobre investigações em andamento no STJ. O vazamento comprometia operações policiais sensíveis.

As prisões foram autorizadas a partir de representação da PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).