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ENTREVISTA POLÍTICA

Kátia confirma saída do DEM e apoio pontual ao governo Dilma

06 abril 2011 - 09h14

A senadora Kátia Abreu (DEM), em entrevista ao Jornal do Tocantins, após encontro com filiados do partido no último final de semana, em Palmas, confirmou que vai deixar o DEM para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), sigla que lançará no Tocantins, no próximo dia 9, e que irá apoiar projetos do Governo Federal, comandado pela presidente Dilma Rousseff (PT): ”Esta oposição, de empresa de demolição, eu não estou disposta mais a fazer. Eu continuo fazendo a oposição, mas como tudo na vida, uma oposição de caráter, o que isso significa? Coerência. Se o governo federal propuser uma matéria que coincide com os meus princípios, coincide com aquilo que eu acredito, eu quero apoiar”, disse a senadora. Kátia disse que pretende respaldar uma eventual reeleição de Siqueira Campos (PSDB) ao governo estadual, mas está pronta para concorrer ao cargo: “Se minha hora chegar para 2014, eu serei candidata, se não for minha hora em 2014, eu e esperarei”. Também revelou as metas do novo partido para a sucessão municipal no ano que vem e a disputa pela Faet: “Quero fazer da federação um exemplo de eficiência de transformar os sindicatos, principalmente os pequenos para que representem bem os produtores”. Confira os principais trechos.

Saída do DEM
O Democratas tem tentado nos últimos tempos melhorar sua performance. Começou com a refundação do partido, e posteriormente, tivemos muitas desavenças internas, então a refundação do partido não foi saudável. Ela não foi motivo e não foi instrumento forte o suficiente para fazer o Democratas dar uma virada no jogo. A tentativa foi feita, e não foi de todo ruim. Esse período de oposição foi um período de crescimento para todos nós. O que consumiu o Democratas não foi uma crise de princípios, foi de relacionamento muito forte, então consumiu-se em brigas internas e esqueceu o mais importante a fazer, que era sua prática de oposição na reafirmação de seus princípio filosóficos liberais e uma oposição de uma empresa de demolição”.


Apoio para o Estado
Não estou de forma fisiológica atrás de cargos ou ministérios, quero ajuda para o meu Estado, isto eu quero. Fortalecer o governo para que o governo possa colocar em prática todas aquelas propostas que foram postas na campanha. Então essa vai ser a minha performance”.

Defesa da classe média
Então eu acredito que há um espaço muito grande no Brasil, hoje, para uma classe média que representa hoje 100 milhões de habitantes, que é uma classe hoje extremamente consumidora e, portanto, consumidora pagadora de impostos e que está sem proteção e sem rosto. Então esta classe média está ansiando por um espaço político que ela possa ouvir uma música e gostar dessa música. A música que a classe média brasileira tem ouvido não é a música de sua preferência”.

Base que sairá do DEM
O importante é que fique claro que o nosso objetivo não é esvaziar o DEM. Será uma consequência da trajetória desse novo partido. Nada mais natural que eu leve toda a minha base que está neste partido e isso não impede que outras pessoas de outros segmentos políticos possam vir. Meu objetivo não é demolir o DEM, meu objetivo é construir o PSD. E eu preciso convidar aqueles que são meus amigos, aqueles que são meus correligionários e que pensam como eu, fazem parte do meu grupo. Então deve haver um esvaziamento porque uma boa parte dos filiados do DEM deverá vir, assim como de outros partidos que estão nos procurando e que deverão vir, mas eu não me acho no direito de anunciar o nome dessas pessoas”.

Prazos legais para o PSD
Dia 9 de abril anunciamos no Tocantins, dia 11 de abril faz a ata do partido, abre-se a ata e eu quero ser uma das filiadas fundadoras desse partido. Até o dia do protocolo das 500 mil assinaturas é o prazo considerado mais adequado para filiar quem tem mandato, quem não tem mandato não tem problema. Quem não tem mandato e desejar ser candidato (a prefeito, vice e vereador) tem de filiar até o dia 30 de setembro. Então nossa contagem é entregar as assinaturas até o dia 30 de maio, é nossa agenda. A coleta começa a colher assinaturas dia 11 de abril, quando abrir a ata no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Recolhemos a assinatura, protocolamos e esperamos o registro do partido, que estamos esperando que até meados de agosto já estejamos com o registro na mão”.

Riscos na criação
Nós não somos irresponsáveis. Estamos com uma banca de advogados muito forte, trabalhando, temos consultas e conversas com pessoas da Justiça e temos orientação. Então não há o menor risco de colocar pessoas que querem ser candidatas fora do páreo; ao contrário, queremos que tudo aconteça a tempo e a hora. O TSE, única e exclusivamente, vai conferir as assinaturas. No Tocantins, o mínimo é cinco mil, mas queremos apanhar no mínimo 20 mil assinaturas".

Metas para 2012
Eu prefiro dizer que queremos ter no mínimo 50 candidatos a prefeito com boas chances de eleição, se não tivermos uma performance de todos eles eleitos, se tivermos de 20 a 30, estaremos satisfeitos, É uma meta boa. O mais importante é ver a representatividade da cidade, às vezes, você elege 10, mas com densidade eleitoral, então queremos fazer é bons prefeitos, bons gestores em todas as cidades onde tivermos prefeitos será bem vindo e com densidade eleitoral”.

Candidatura de Irajá em Palmas
Não, por enquanto não. Isso é uma coisa que a gente tem de consultá-lo. Ele nunca me confessou esse desejo, ainda, mas ele quer se firmar como deputado federal de Palmas. Ele foi eleito por Palmas e Bico do Papagaio e ele tem me dito que não quer abandonar a sua base, mas quer se fortalecer como um candidato de Palmas”.

Relação com Siqueira
Eu sou disciplinada. Gosto de preservar minha independência, mas isso não significa que eu não tenha as minhas bases em cima da disciplina. O governador é Siqueira Campos, ele é o chefe de um grupo político que está em toda a sua base, inclusive o meu. É o líder político maior por ser o maior mandatário do nosso grupo, então mais do que necessário. Eu o consultei durante todo esse período a respeito do que ele achava, até mesmo pela sua experiência, para não tomar um mau passo. E ele me ajudou muito a tomar esta decisão. E o segundo passo foi pedir permissão a ele, se podia fazer consulta aos prefeitos que são da base dele, se eles quisessem vir conosco para o PSD e também alguns secretários que tenho mais afinidades, que já estão filiados ao Democratas. E ele me deu carta branca para eu convidar para filiar ao PSD. Então estamos fazendo tudo em sintonia. Tanto que no dia do meu anúncio oficial, no Tocantins, ele estará presente”.

Cem dias do governo
Muitas dificuldades. Mais do que imaginei que ele pudesse encontrar. Eu sei que ele tem sofrido por esta falta de condições de fazer. Primeiro engessado pela não votação do Orçamento. Acho que foi um prejuízo incalculável para o Estado esse atraso. Mas acho que vão superar isso, e a Assembleia precisa assumir esse papel importante. Ninguém tá pedindo que sejam adesistas ao governo, mas que possam fazer uma oposição de caráter, que possam ajudar o Tocantins. Se ajudar o Tocantins vai ajudar o Siqueira”.

Candidatura ao governo
Eu sou sempre candidata ao governo e quero ser sempre. E fico muito feliz em ser cogitada para o governo. Isso significa crédito e que a população acredita em mim. O fato de ter pessoas que gostariam de me ver governadora não significa que é a qualquer momento, a qualquer preço e a qualquer custo. Tudo a seu tempo e a sua hora. Se minha hora chegar para 2014 eu serei candidata. Se não for minha hora em 2014, eu esperarei. Eu pretendo estar em condições para isso, quer para ser candidata a governadora, quer para apoiar a reeleição do governador Siqueira Campos. Como eu espero que ele seja um grande governador, e eu apoiei ele por isso, com toda a força, acreditando que ele poderia fazer diferente do que o candidato que perdeu. Portanto se torço para ele, eu pretendo apoiá-lo em sua reeleição. Ele tem o meu compromisso com a sua reeleição”.

Nomeação do filho
Ele foi por merecimento. Eu não pedi emprego para ele e até nem teria esse gesto jamais, de pedir uma colocação para ele. Foi uma coisa muito espontânea do senador Eduardo, e eu agradeci o voto de confiança e não existe nenhuma questão de nepotismo; eu não tenho cargo no Executivo e, portanto, o senador Eduardo fez um convite direto para ele, pela afinidade e pela facilidade que Iratã (que foi nomeado na Secretaria do Planejamento) tem no contato com as pessoas. Ele nasceu com a gentileza, o trato com as pessoas. Não me incomoda. Eu tenho orgulho por meu filho estar contribuindo com o senador Eduardo, com o governador Siqueira Campos e com o Tocantins”.

Disputa pela Faet
Não é descer da CNA (Confederação da Agricultura e Peucária) para disputar a Faet. Eu sou a única dos dez diretores da casa, eu sou diretora-presidente, os outros nove diretores vice-presidentes todos eles presidem a sua federação, só temos 27 votos no Conselho (da CNA) e eu sou a única conselheira que não vota. Eu sou conselheira, presidente da entidade e não voto no conselho. Isso não é uma obrigatoriedade, mas é uma distorção e a própria diretoria me chamou a atenção para isso. Mas o mais importante de tudo é que, além de servir para me fortalecer na CNA, eu quero trazer de volta o prestígio que o Tocantins me deu. Se eu não fosse senadora seria muito mais difícil eu ser presidente da CNA. O mandato no Senado me ajudou muito a chegar até lá. E eu na frente da Faet, todos os benefícios e todos os prestígios que eu tenho no cenário nacional eu quero trazer para cá. Eu posso fazer uma dinâmica com os sindicatos que estão abandonados e não têm dinâmica forte como no passado. O Estado está num momento ideal e eu não me sentiria à vontade para fazer uma intromissão na federação, para fazer toda esta virada de jogo que é preciso. O fato de de presidir a federação não é descer (da CNA), é retribuir. Quero fazer da federação um exemplo de eficiência de transformar os sindicatos, principalmente os pequenos para que representem bem os produtores”. (Do Jornal do Tocantins)

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