O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado Conselho de Paz, estrutura internacional idealizada pelo republicano como uma alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU).
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A confirmação foi feita durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, após questionamento da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo. Ao ser perguntado sobre o papel de Lula no conselho, Trump respondeu: “Um grande papel. Eu gosto dele”.
O QUE É O CONSELHO DE PAZ
O Conselho de Paz é uma iniciativa criada por Trump com foco inicial na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A proposta prevê que o órgão também possa atuar em outros conflitos internacionais no futuro.
Segundo o modelo apresentado pelo republicano, os integrantes terão mandato de três anos ou poderão ocupar cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,37 bilhões, em dinheiro.
CRÍTICAS À ONU E DISCURSO POLÊMICO
Durante a coletiva, Trump voltou a criticar a ONU, afirmando que a entidade “não tem sido muito útil” na resolução de conflitos globais. Ele disse ser “fã do potencial” da organização, mas afirmou que esse potencial nunca foi plenamente explorado.
O pronunciamento marcou o primeiro aniversário do segundo mandato do presidente, período caracterizado por decisões controversas, como tarifas globais, ataques militares e embates diplomáticos com aliados e adversários.
IMIGRAÇÃO E ATAQUES VERBAIS
Grande parte da fala de Trump foi dedicada à imigração. O presidente voltou a atacar imigrantes, especialmente os somalis, e exibiu imagens de prisões realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), reforçando um discurso que tem gerado protestos e reações judiciais nos Estados Unidos.
Trump também reiterou acusações, sem provas, de que países estrangeiros estariam enviando criminosos propositalmente para território norte-americano.
SEGURANÇA, DROGAS E PRESSÃO INTERNACIONAL
O republicano voltou a afirmar que os Estados Unidos devem iniciar, “muito em breve”, ações terrestres para combater o tráfico de drogas, inclusive na América Latina, embora não tenha citado países específicos.
No campo migratório, Trump destacou números de deportações e autodeportações, ao mesmo tempo em que enfrenta críticas por operações do ICE, incluindo casos que resultaram em mortes e protestos em estados como Minnesota.


Donald Trump em coletiva na Casa Branca - Crédito: Reprodução 


