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COLUNA

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FEIRA LITERÁRIA

FLIT homenageará cientista escocesa, Marie Curie

13 julho 2011 - 16h16

O Tocantins fará uma homenagem a cientista polonesa Marie Curie, no ano em que se comemora o centenário que ela recebeu o Prêmio Nobel de Química, sendo a personagem internacional homenageada pela FLIT – Feira Literária Internacional do Tocantins, que será realizada na Praça dos Girassóis, em Palmas, de 25 de julho a 3 de agosto.

Para falar da importância de Maria Curie para a contemporaneidade, o também polonês Henryk Siewierski, falará sobre a literatura polonesa e sobre a cientista, no dia 28 de julho, às 19h15, no Café Literário.

Henryk vive no Brasil desde 1986, é poeta, pesquisador e publicou os livros ‘Encontro das Nações’, ‘Como ganhei o Brasil de presente’, entre outros. É professor da Universidade de Brasília e representante oficial indicado pela Embaixada da Polônia no Brasil.

Marie Curie considerada a mãe da Química, foi consagrada duas vezes com o Prêmio Nobel: o de Física, em 1903, que dividiu com o esposo Pierre Curie e Becquerel, por suas descobertas no campo da radioatividade. E o Prêmio Nobel de Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio.

Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de professora de Física Geral na Faculdade de Ciências, em Paris. Durante a primeira Guerra Mundial, Marie Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento dos soldados feridos. Em 1921, ela visitou os Estados Unidos em busca de recursos para a pesquisa e veio ao Brasil, atraídas pelas águas radioativas de Lindóia, no município de São Paulo, no ano de 1928.

A sua filha, Éve Curie, escreveu uma das biografias da cientista, atualmente, traduzida para vários idiomas. A obra deu origem em 1943, ao filme ‘Madame Curie’. Também foram lançados mais dois filmes um ‘Marie Curie: more than meets the Eye’, em 1997 e ‘Marie Curie – une certaine jeune fille’, em 1965, e a minissérie francesa denominada ‘Marie Curie, une femme hororable’, em 1991.

Augusto dos Anjos
Augusto dos Anjos, um poeta brasileiro, identificado ora como simbolista ora parnasiano, também será homenageado na FLIT. A sua história e obras serão comentadas pela poetisa e romancista Ana Maria Miranda, no dia 26 de julho, às 20h30. Ana Maria escreve sobre a história literária brasileira.

Augusto dos Anjos é conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo. O poeta nasceu no Engenho Pau d’Arco, atualmente município de Sapé, Paraíba, foi educado pelo pai em casa, depois foi aluno do Liceu Paraibano.

Ele compôs seus primeiros versos aos sete anos de idade. Seu contado com a leitura lhe influenciaria em sua dialética poética e visão do mundo. Estudou Direito em Recife, PE, depois morou no Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar.

Ele lançou em vida sua única obra de poesia, chamado ‘Eu’ e vários poemas nos jornais da época. Confira uma de suas criações.

O meu nirvana

No alheamento da obscura forma humana,
De que, pensando, me desencarcero,
Foi que eu, num grito de emoção, sinceco
Encontrei, afinal, o meu Nirvana!

Nessa manumissão schopenhauereana,
Onde a Vida do humano aspecto fero
Se derraiga, eu, feito força, impero
Na imanência da Idéa Soberana!

Destruída a sensação que oriunda fora
Do tacto – ínfima antena aferidora
Destas tegumentárias mãos plebéas –

Gozo o prazer, que os anos são carcomem,
De haver trocado a minha forma de home
Pela imortalidade das Idéas!


Juarez Moreira
O escritor regional que será homenageado na FLIT este ano será o portuense Juarez Moreira, romancista e advogado. Foi um dos fundadores da Academia Tocantinense de Letras, na qual ocupa a cadeira nº 4, cujo patrono é o padre Luso de Barros Matos. (Da Ascom Seduc)

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