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10 coisas que você precisa saber sobre pós-operatório de cirurgias plásticas

29 outubro 2019 - 14h30

O cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marco Cassol, enumera as dez atitudes que fazem com que a cicatriz apareça mais do que a beleza de um novo nariz, abdômen ou contorno corporal. Saiba como evitá-las:

1 – Fumar: uma das coisas mais importantes no pós-operatório é parar ou diminuir muito o cigarro, e isso deve ser combinado antes da cirurgia. Se possível, suspender o cigarro antes da cirurgia e combinar com o médico a necessidade de suporte medicamentoso. O mínimo aceitável de fumo é nada, mas é melhor diminuir do que não fazer nada.

2 – Parar de comer ou comer errado: a nutrição e o aporte proteico e de vitaminas contribuem muito na cirurgia. Não é preciso mudar completamente a alimentação, mas deve-se adicionar à dieta frutas, verduras e proteína, animal ou vegetal, como soja, carne, leite e ovos. Também podemos receitar o Cubitan, que é um suplemento como se fosse um tipo de iogurte. Neste caso, nem precisa ser um por dia. Meio já oferece esse aporte proteico extra.

3 – Não controlar os níveis: em pacientes com doenças crônicas, a que mais compromete a cicatrização é a diabete, mas também tem a pressão alta e a insuficiência renal. No pós-operatório, o paciente precisa estar com este problema compensado, ou seja, dentro dos padrões aceitáveis.

4 – Pensar que toda cirurgia é igual: há peculiaridades. Em pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica (redução de estômago), o cuidado com a anemia e o déficit de vitaminas precisa ser redobrado. É preciso fazer exames antes da cirurgia e ter todos os níveis controlados, inclusive no pós-operatório. Para estes pacientes também pode ser administrado o Cubitan.

5 – Dormir pouco ou mal: pode parecer uma bobagem, mas cuidar da quantidade e da qualidade do sono é muito importante. As pessoas não se atentam para isso e acabam não tendo o sono REM (fase dos sonhos). O sono ideal é de oito horas ininterruptas.

6 – Estressar-se: o paciente deve aproveitar esse momento da cirurgia para diminuir o ritmo e se auto avaliar, se sentir, se enxergar. É um momento único, inclusive de reavaliação emocional.

7 – Usar drogas: os alucinógenos causam desconexão e queremos que a pessoa esteja conectada. Dessa forma, mais rápida é a recuperação.

8 – Não fazer o que o médico orientou: seguir as prescrições médicas é fundamental para uma boa recuperação. Se o médico pediu para usar cinta e fazer drenagens linfáticas, por exemplo, é porque é realmente importante. E no tempo que ele determinou.

9 – Descuidar da cicatriz: duas coisas que fazem com que ela fique com boa qualidade são a vascularização (aporte sanguíneo) e a tensão (quanto maior, mais alargada ficará a cicatriz). Por isso, não se deve expor a cicatriz a uma tensão excessiva, o que inclui os exercícios físicos.  O retorno às atividades físicas ocorre em no máximo dois meses; a média é de um mês e meio, com uma evolução progressiva.

10 – Usar qualquer coisa na cicatriz: sempre seguir a orientação do médico sobre placa de silicone, filme plástico cicatrizante, cremes para cicatriz e outros tratamentos para cicatriz hipertrófica e queloide, como laser de CO2, dermaroller, infiltração de triancinolona, betaterapia. Além disso, é fundamental usar o curativo de micropore pelo tempo estipulado pelo médico.

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