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Servidores da saúde fazem receitas humanizadas para pacientes com dificuldades de leitura

14 dezembro 2023 - 08h20

Liberdade para cuidar de si. É assim que a dona de casa Maria Floracy, de 70 anos, se sente ao receber o tratamento da Saúde Municipal de Araguaína, seja indo à UBS (Unidade Básica de Saúde) ou recebendo visitas da equipe integrada da Atenção Básica, que realiza uma média de 720 atendimento por mês.

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“Eles me tratam super bem aonde eu vou. A médica, enfermeiro e o agente de saúde são uns amores de pessoa, é como se fossem de casa. Eu não tenho estudo, mas hoje eu já dou conta de tomar os meus remédios e medir a glicemia”, contou a paciente.
 
Dona Maria tem dificuldade de leitura e toma múltiplas medicações para o tratamento de diabetes, pressão alta e insuficiência cardíaca, por isso a importância de um tratamento humanizado, desde a visita domiciliar à formulação de uma receita mais colorida feita pela médica, Bruna Bringel, que acompanha o caso dela há três anos.
 
“Hoje a Dona Maria Floracy vai até a UBS, mas no começo fomos à sua casa para organizar as medicações e elaborar receitas humanizadas, uma prática aderida por muitos médicos da Atenção Primária, que tem como objetivo atender de forma inclusiva os pacientes com dificuldade de leitura, seja por alguma deficiência visual ou a baixa escolaridade”, explicou Bruna.
 
Como funciona a receita humanizada?
 
Um dos diferenciais da receita humanizada são os recursos utilizados para descrever os horários de tomar os remédios. Ao lado do nome das medicações listadas são coladas ilustrações com símbolos do sol e lua para indicar dia, tarde ou noite e esses desenhos também são colocados nas caixinhas dos remédios. Em seguida, as figuras são coloridas para facilitar o entendimento.
 
“Essa técnica da medicina humanizada permite que os pacientes se tornem mais autônomos, colaborem com o avanço do tratamento, tomando a medicação correta, e é mais segura, pois evita os efeitos colaterais de uma superdosagem. A Dona Maria Floracy também não sabe verificar os números, então a gente pede para ela tirar as fotos e guardar ou nos enviar, assim fazemos o acompanhamento da glicemia e pressão dela”, finalizou a médica Bruna Bringel.

*Prefeitura de Araguaína