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MUDANÇA

Ministério reduz idade máxima para cadastro de doação de medula óssea

20 julho 2021 - 21h14

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Hemorrede do Tocantins, chama atenção para a mudança da idade limite para o cadastro de doação de medula óssea. Conforme Portaria do Ministério da Saúde (MS) nº 1.229, de 15 de junho de 2021, em vigor desde o dia 16 de julho de 2021, a idade limite para o cadastro para doação de medula óssea passou de 55 para 35 anos.

O cadastro é o primeiro passo para a possível realização da doação da medula óssea, juntamente com a coleta de uma pequena quantidade de sangue. Após o cadastro, o doador passa por um processo de tipagem, que é um teste em laboratório para identificar seu tipo HLA (tipo de medula). Caso seja identificado algum paciente compatível, o doador será submetido a outros testes sanguíneos e, caso a compatibilidade seja confirmada, o doador é consultado para decidir sobre a doação.

“Quem quiser se tornar um doador de medula óssea, pode procurar uma das nossas unidades da Hemorrede, levando um documento com foto, devendo estar em um bom estado de saúde, além de ter entre 18 e 35 anos, para que seja realizada a coleta. Lembramos que as pessoas que estão cadastradas, com idade acima de 55 anos, continuarão sendo candidatos a doadores. Já os novos candidatos precisam ter, no máximo, 35 anos”, explicou a responsável pelo setor de captação de doadores do Hemocentro Coordenador de Palmas, Robéria Fernandes.

Doação

A doação é feita de duas formas: uma por punção da crista ilíaca posterior, que é o osso da bacia, que conhecemos como anca. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura em média 40 minutos. No dia seguinte, o doador é totalmente liberado para voltar às suas atividades.

A outra é por aférese, uma máquina que parece de hemodiálise, onde o sangue é filtrado e em uma bolsa pequena é coletada apenas a medula óssea. Para que a medula migre para o sangue, é necessário que o doador tome alguns medicamentos para estimular as células da medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Vale lembrar que esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde.

Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente; ou alogênico, quando a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Medula óssea

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo mais conhecida popularmente por “tutano”. Na medula óssea, são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

As hemácias são responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

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