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OPINIÃO FORMADA

Partido troca sobrinho de Carlesse por Dimas que assume liderança com foco nas eleições de 2020

12 novembro 2019 - 14h46Por Redação

Por: Tony Veras

Depois de um ano e meio sem partido, o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, filiou-se hoje (12), ao Podemos e se torna líder da legenda no Tocantins, que até então tinha como presidente o secretário extraordinário de Parcerias Público Privadas do Tocantins, Claudinei Quaresmin, que também é sobrinho do atual governador, Mauro Carlesse (DEM).

O evento nacional de filiação aconteceu hoje no Hotel San Marco, em Brasília. O momento de filiação do prefeito foi prestigiado pelo senador Álvaro Dias, presidente nacional da sigla. 

Na oportunidade, o senador Álvaro Dias falou sobre o projeto ambicioso de transformar o Podemos em um grande partido, inclusive com foco em candidaturas próprias em várias cidades no próximo pleito eleitoral, mas ressaltou: "Não abrimos mão da qualidade. Hoje somos a segunda bancada no Senado Federal e poderemos ser a primeira", disse afirmando que quer consagrar o Podemos como partido independente: "Não vamos aceitar jamais a barganha com governo e nem vamos indicar quem quer que seja para os quadros governamentais porque aí perderemos a autoridade. Nós vamos votar com o governo quando o governo fizer por merecer...o nosso voto para o governo tem custo zero...temos liberdade para criticar o governo quando errar e apoiaremos sempre que eles acertarem", garantiu.

Planejamento

O encontro foi também oportunidade para o Podemos discutir com lideranças, o Planejamento Estratégico de 2019 a 2022. Metas eleitorais, projetos prioritários, atuação nos Estados e perspectivas de crescimento, foram alguns dos temas debatidos. 

O partido escolheu Ronaldo Dimas para comandar a sigla no Tocantins e em seu discurso, o gestor destacou que segue firme o seu projeto político de disputar o Governo do Estado em 2022.

Saia Justa

O Podemos está de olho nas prefeituras, contudo, no atual cenário político em Araguaína, Ronaldo Dimas enfrenta uma saia justa, isso porque nos bastidores os nomes de aliados mais cotados para disputar as próximas eleições no município estariam em outros partidos, são eles: Wagner Rodrigues, atual chefe de gabinete do prefeito e que optou ir para o Solidariedade (SD) e o vereador, Marcus Marcelo que continua no Partido da República (PR), do qual Dimas saiu depois de um desgaste entre ele e o ex-senador Vicentinho Alves, quando ambos do PR demonstraram vontade de ser o candidato da legenda ao cargo de Governador. Devido à insegurança jurídica em torno da possibilidade de Dimas ser o candidato e dada a inesperada cassação do governador Marcelo Miranda (MDB), Vicentinho foi escolhido para disputar as eleições suplementares de junho. Diante do posicionamento do partido, Dimas declarou guerra contra Vicentinho saindo da sigla e anunciando apoio ao candidato Mauro Carlesse, então (PHS) que derrotou o republicano tanto nas suplementares quando nas eleições de outubro no primeiro e segundo turno.  

Apesar da situação delicada, Dimas já deixou claro que o candidato que deve ser apoiado pelo Podemos no próximo pleito não deveria ser necessariamente filiado ao partido. Pelo sim, pelo não, ele garantiu apenas que o debate sobre o assunto era algo que precisava ser amadurecido. 

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