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Após 10 anos, garota decide revelar segredo sombrio e caso vai parar na polícia

21 agosto 2019 - 16h35

 A Polícia Civil do Tocantins, através da 33ª Delegacia de Polícia (33ª DP), de Nova Olinda, concluiu nessa terça-feira (20), as investigações sobre um crime de estupro ocorrido entre os anos 2008 e 2009. Na ocasião, o tio teria abusado sexualmente da própria sobrinha, em um galpão de uma chácara da zona rural do referido município. A vítima tinha entre 7 e 8 anos e o suspeito tinha 19 anos.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Luís Gonzaga da Silva Neto, por todos estes anos, a vítima guardou segredo em relação ao abuso sofrido pelo tio, revelando o fato somente agora, devido a ela não conseguir se relacionar com o atual namorado. Ela relatou não ter revelado antes o abuso, pois tinha vergonha e acreditava que pudesse esquecer sozinha o ocorrido, mas isso passou a atormentá-la.

A vítima, hoje com 17 anos, foi submetida à perícia médico legal que constatou que ela não era virgem, evidenciando que ela teria sido abusada sexualmente quando criança.

Ainda, a vítima foi submetida à avaliação psicológica do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares do Poder Judiciário, tendo a psicóloga concluído que a adolescente teve uma experiência traumática muito cedo em sua vida, coincidindo com o relato do abuso sexual praticado pelo seu tio. Dessa forma, segundo a psicóloga, seria improvável que a vítima tenha revelado, fantasiado ou feito falsa memória desse abuso sexual sofrido.

O suspeito foi indiciado pelo crime de estupro qualificado majorado pela violência presumida, cuja pena total pode chegar a 20 anos de prisão, por se tratar de crime hediondo. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

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