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JUSTIÇA FEDERAL

Colombiano alvo de operação no TO é condenado por tráfico internacional de drogas

17 agosto 2022 - 08h34Por G1 Tocantins

A Justiça Federal do Tocantins condenou Rubén Dário Lizcano Mogollón, alvo da Operação Flak que investiga grupo acusado de tráfico internacional de drogas, a nove anos e nove de prisão. O réu está preso na Colômbia desde 15 de abril de 2021 e chegou a ter o nome incluído na difusão vermelha da Interpol, a Polícia Internacional.

A operação da Polícia Federal investigou um grupo suspeito de usar aviões modificados e até um submarino improvisado para levar cocaína produzida na América do Sul para a Europa, América do Norte e África. O caso foi descoberto após a PF do Tocantins identificar pistas de pouso no estado que eram usadas de forma irregular como pontos de apoio para a quadrilha.

O g1 tenta contato com a defesa de Rubén Dário.

Conforme sentença de condenação, o juiz federal João Paulo Abe julgou procedente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) na sexta-feira (12). Ele considerou o esquema montado como ‘sofisticado’, pela utilização de pelo menos 40 aviões para a distribuição de grandes quantidades de cocaína para países da África, América do Norte e Europa.

Além dos nove anos de prisão, o agora condenado também deverá pagar 1.425 dias-multa. O juiz também determinou que a pena deve ser executada em regime fechado, inicialmente, e que Rubén Dário deverá continuar preso. "Consigno que o condenado não deverá ser posto em liberdade, considerando-se que existem motivos para a manutenção da sua prisão de natureza cautelar", diz trecho da sentença.

Reparação dos danos

Em março deste ano, a Justiça Federal também condenou seis mecânicos de avião que foram alvo da Operação Flak por darem suporte a uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína. Nas sentenças, todos terão que ressarcir valores que somam R$ 13.430.000,00, estimativa de quanto o grupo criminoso arrecadou com o transporte de drogas no período da investigação.

Na condenação de Rubén Dário Lizcano Mogollón, o juiz João Paulo Abe reafirmou a fixação desse valor para a reparação dos danos causados pela atividade criminosa de todo o grupo.

Operação

Deflagrada em fevereiro de 2019, na primeira fase da operação, a PF conseguiu mandados para a apreensão de mais de 40 aeronaves de pequeno porte. Na época, mais de 30 pessoas foram presas, mas a maioria delas responde ao processo em liberdade. Em 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou leilões de nove das aeronaves que foram apreendidas.

Segundo a investigação, a quadrilha transportou mais de nove toneladas de cocaína entre 2017 e 2018, em 23 voos que carregavam 400 kg da droga, em média, cada um.