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"INDÍCIOS SUFICIENTES"

Empresário vai a júri popular acusado de encomendar morte de concorrente

26 maio 2021 - 10h06Por Redação

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (25), acatar o pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e levar a júri popular o homem acusado de matar empresário concorrente em Porto Nacional, na região central do Estado.

A decisão foi baseada no voto do relator, o desembargador Eurípedes do Carmo Lamounier, que considerou a existência de indícios suficientes quanto à autoria do crime. Devido a isso, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira deverá ser julgado por um Tribunal do Júri do município.

O parecer que sustenta haver indícios suficientes da participação do acusado Eduardo Pereira no assassinato do empresário Wenceslau Gomes Leobas em 2016 foi apresentado pelo procurador de Justiça Marcos Luciano Bignotti.

Foi relembrado que o réu teria agido como mandante do homicídio, mediante promessa de pagamento no valor aproximado de R$ 350 mil a dois executores. A assistência da acusação sustentou existir uma forte relação entre Eduardo Pereira e os executores do crime.

O procurador Marcos Bignotti ainda relembrou a coerência dos depoimentos de testemunhas, entre outros fatos. Segundo a denúncia proposta pelo MPTO em 2016, o homicídio foi motivado por concorrência empresarial.

Isso porque Wenceslau Gomes estava em processo de instalação de um posto de combustível em Palmas, na rodovia TO-050, em frente a uma área de propriedade do réu Eduardo Pereira, que também seria destinada à instalação de posto de combustível.

A vítima já possuía estabelecimento do mesmo ramo em Porto Nacional, onde praticava preços inferiores à concorrência. Um dos executores já foi condenado pela prática do homicídio, em julgamento realizado na cidade de Porto Nacional, enquanto o outro foi encontrado morto na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.

 

O crime

O assassinato ocorreu em 2016, quando Wenceslau Leobas foi atingido por tiros no momento em que saía de casa. O empresário de 77 anos ficou 17 dias internado antes de morrer. No mesmo dia do crime, os dois suspeitos foram presos.

Segundo a polícia, um deles chegou a confessar a participação no crime. Eles foram identificados como Alan Sales Borges e José Marcos de Lima e iriam a júri popular. No entanto, José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.

Eduardo Pereira foi acusado de ser o mandante do crime e, na época, alegou estar sendo acusado injustamente. A motivação do crime seria o fato de que Wenceslau Leobas se recusava a participar de um cartel e alinhar o preço dos combustíveis vendidos no município.

 

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