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Justiça suspende audiência sobre morte de mulher em emboscada

19 janeiro 2024 - 08h49

Justiça suspende audiência sobre a morte de mulher em emboscada após testemunhas não serem localizadas
Seria definido nesta quinta-feira (18) se três apontados como autores da morte de Ana Zilda Santos Almeida, de 49 anos, vão à júri popular. Nova audiência de instrução será no dia 8 de fevereiro.

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A Justiça suspendeu a audiência de instrução dos três acusados de armarem uma emboscada para matar Ana Zilda Santos Almeida, de 49 anos, em Araguaína, norte do estado. Nesta quinta-feira (18) seria definido se eles iriam a júri popular, mas três testemunhas não teriam sido encontradas e intimadas pelo judiciário.

A vítima foi espancada no dia 5 de outubro de 2023 e acabou morrendo no dia 12 do mesmo mês. Os réus são Francisca da Silva Batista e a filha Lara Eduarda Batista da Cruz, apontadas como mandantes, e Welerson da Silva Monteiro, de 32 anos, o agressor de Ana Zilda. Os três respondem por homicídio qualificado, emboscada e furto, já que a bolsa e o celular da vítima foram levados.

Segundo o advogado Daniel Bispo, que faz a defesa de Francisca e Lara, três testemunhas indicadas não foram encontradas e, por isso, foi requerida e deferida a substituição. "Por essa razão ele suspendeu a mesma para uma data posterior, que segundo ele será em breve. Nesse sentido, assim que forem intimadas novas testemunhas e forem ouvidas, vai-se concluir toda essa instrução", explicou.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a nova audiência de instrução será no dia 8 de fevereiro deste ano.

Após ouvir as partes, Ministério Público e defesa, o juiz definirá se vai decidir pela pronúncia, ou seja, pelo julgamento por júri popular, ou impronúncia, quando não tem comprovações suficientes sobre a autoria do crime pelos réus.

O crime

Ana Zilda foi morta com golpes na cabeça no dia 5 de outubro. Ela ficou uma semana em coma no Hospital Regional de Araguaína (HRA) e a morte encefálica foi confirmada no dia 12 de outubro.

Ela foi atacada no início da manhã. A denúncia do Ministério Público aponta que Francisca e a filha Lara levaram Welerson na rua onde a vítima passaria, por volta das 6h40.

Na conclusão do inquérito da Polícia Civil, a investigação descobriu que o suspeito bateu a cabeça da mulher na quina de um poste diversas vezes, situação que causou traumas e perda de massa encefálica.

Depois disso, o suspeito pegou a bolsa e o celular de Ana Zilda, voltou para o carro onde estavam mãe e filha e todos fugiram do local.

O MP requer que o trio vá a júri popular por homicídio qualificado, com os agravantes de motivo torpe, meio cruel devido aos golpes violentos e mediante emboscada, já que o crime foi premeditado para acontecer em um lugar onde a vítima passaria para ir ao trabalho.

A irmã da vítima, Regina Almeida dos Santos, disse em entrevista a TV Anhanguera que busca justiça pela morte de Ana.

"Não foi fácil para gente esse final de ano, sem ela. Eu nunca tinha passado um natal, um ano novo sem ela. Estou sentindo muita falta. Sei que dói para gente falar. O que eu desejo é que a justiça seja feita", contou.

*G1 Tocantins