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LAVAGEM DE DINHEIRO

Operação da PF mira em empresários e políticos suspeitos de integrar organização criminosa

19 julho 2022 - 11h43

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Voo de Ícaro, com o objetivo de apurar possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, praticados por empresários, agentes públicos e agentes políticos no Estado do Tocantins.

Cerca de 26 policiais federais cumprem 6 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia/GO e Palmas/TO, todos expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Tocantins.

Além do cumprimento dos referidos mandados, foi determinado pelo Poder Judiciário o sequestro e a indisponibilidade de bens dos investigados até o limite do suposto dano ocasionado (R$ 13.780.681,70).

O inquérito apura a suspeita de que um ex-agente político estaria ocultando bens e valores de origem ilícita em nome de terceiros, através, dentre outras formas, da aquisição/construção de imóvel de alto padrão em condomínio de luxo em Goiânia-GO.

As diligências deflagradas visam identificar todas as pessoas que participaram das supostas ações criminosas, colher mais elementos probatórios para a comprovação dos fatos e recuperação dos recursos.

Os investigados, se condenados, poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, além da perda de bens e valores suficientes para a reparação do dano decorrente da infração penal.

*O nome Operação Voo de Ícaro (personagem da mitologia grega que voou muito próximo do sol e suas asas derreteram) remete à forma como as ações dos investigados, ostentando com os valores desviados, contribuíram para identificar os indícios dos crimes investigados nesta operação.