Palmas
25º
Araguaína
26º
Gurupi
25º
Porto Nacional
26º
EM ARAGUAÍNA

Polícia Civil deflagra operação Luxúria e prende três suspeitos de aplicar golpes em idosos

11 agosto 2022 - 16h35

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por intermédio da 27ª Delegacia de Araguaína, com apoio de agentes 26ª DP, deflagrou nesta quinta-feira, 11, a operação Luxúria, a qual resultou na prisão de três pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em praticar golpes contra idosos na maior cidade do norte do Tocantins. 

Coordenada pelo delegado Alexander Pereira da Costa, a referida operação tinha por objetivo desarticular uma associação criminosa especializada na prática de furto mediante fraude contra idosos, aposentados e pensionistas. Os crimes apurados são de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto, mediante fraude. 

Como funcionava o esquema criminoso

“Os crimes eram praticados contra as vítimas quando estas iam sacar seus benefícios previdenciários em agências bancárias. Os idosos eram abordados pelo suposto chefe da quadrilha, que sempre bem trajado, oferecia ajuda aos idosos para a realização dos procedimentos bancários e se apresentava como funcionário do banco. Ele oferecia ajuda e, nesse momento, durante o procedimento, ele acabava tendo acesso a senha e ao cartão da vítima, oportunidade em que realizava transferência fraudulenta para a conta de laranjas”, disse o delegado. 

Empréstimos não autorizados

Quando não havia dinheiro nas contas dos idosos, o indivíduo fazia empréstimos pessoais na conta das vítimas, sendo que o dinheiro ficava disponível imediatamente e era transferido para as contas de outros integrantes da quadrilha. “Ato contínuo, o líder da associação criminosa pulverizou o montante auferido por meio de fraude em várias contas bancárias até que o dinheiro acabava vindo para ele”, frisou a autoridade policial. 

Troca de cartões

Em outras ocasiões, o criminoso trocava os cartões e acabava ficando de posse do cartão, bem como da senha bancária da vítima e realizava várias transações, compras e pagamentos, utilizando uma máquina de cartão, vinculada a outros integrantes da quadrilha. 

“O líder da associação criminosa e também sua esposa, levavam uma vida de ostentação, às custas do dinheiro das vítimas, sempre indo a restaurantes caros, bares e também viajando constantemente. Ocorre que não possuíam emprego ou qualquer fonte de renda formal que pudesse justificar esses gastos expressivos”, ressalta o delegado Alexander.

Durante a operação, foram apreendidos vários cartões de crédito, máquina de cartão, dinheiro, além de veículos que estavam em poder dos suspeitos, sendo dois homens de 32 anos e uma mulher de 26 anos. Após a realização das providências legais cabíveis, os três suspeitos foram entregues à custódia do sistema prisional do Estado. 

De acordo com o delegado Alexander Pereira, a operação Luxúria foi muito exitosa, visto que a Polícia Civil do Tocantins conseguiu desarticular uma associação criminosa que estava lesando uma quantidade bem expressiva de idosos e causando prejuízos de grande monta. “Os suspeitos se articularam no sentido de obter o máximo de lucro possível por meio das ações fraudulentas e, para isso, escolhiam como seus alvos pessoas já idosas e em situação de maior vulnerabilidade no sentido de consumar os crimes”, disse o delegado. 

Alerta

A autoridade policial alerta a toda população e, em especial os idosos, para que, especialmente em situações que exijam a realização de procedimentos bancários, jamais aceitem a ajuda de terceiros, pois há um grande risco de a ajuda vir disfarçada como golpe. 

“É sempre importante que ao precisar se dirigir até uma agência bancária, o cidadão esteja acompanhado de um familiar ou pessoa de sua inteira confiança. Todavia, se precisar de ajuda com os procedimentos, que a busque diretamente com os funcionários do banco e que estejam devidamente identificados”, disse o delegado. 

As investigações terão continuidade a fim de que a Polícia Civil possa esclarecer minuciosamente toda a dinâmica dos fatos, uma vez que suspeita-se que o número de vítimas pode ser ainda maior do que já foi apurado.