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JUSTIÇA FEDERAL

Servidor do Tocantins é condenado a quase 40 anos de cadeia por pedofilia

13 julho 2021 - 12h38

Um servidor público do interior do Tocantins foi condenado pela Justiça Federal a quase 40 anos de prisão por pedofilia, após ser comprovado que ele abusou sexualmente de 5 crianças e adolescentes entre os anos de 2019 e 2021. 

O homem foi preso preventivamente pela Polícia Federal em março deste ano no município de Tabocão, após denúncia da  Polícia Internacional (Interpol). Durante o processo foi comprovado que além dos abusos, o autor produzia, armazenava e compartilhava na internet imagens com conteúdo pornográfico infantil. 

A decisão do juiz João Paulo Abe que condenou o abusador, foi publicada nesta terça-feira (13). O acusado confessou todos os crimes e chegou a alegar que sofre de problemas psicológicos e insanidade mental mas a tese não foi aceita. 

Em um trecho da decisão, o juiz destaca: “Sendo pessoa que ocupava cargo público e era socialmente produtiva, assim como o seu comportamento durante a instrução processual, demonstraram a compreensão da gravidade de suas condutas. Do mesmo modo, não foi observada qualquer suspeita sobre a integridade psíquica e sobre a saúde mental do réu, que durante a condução do processo manifestou empatia e se compadeceu ao perceber as consequências de seus atos sobre as vítimas e suas genitoras”.

Investigação

A investigação começou depois que autoridades dos Estados Unidos identificaram 54 arquivos fotográficos de pornografia infantil armazenados, em nuvem, em uma conta do condenado. O caso foi reportado para à Polícia Federal e o homem foi identificado a partir do rastreamento do Protocolo de Internet – IP.

Após a apreensão de dispositivos eletrônicos, a PF encontrou mais 26 imagens contendo cenas de pornografia infantil com as vítimas e verificou que o réu disponibilizou, ao todo, 94 conteúdos na internet.

"Segundo descreve a denúncia, entre os anos de 2019 e 2021, o acusado [...] praticou cinco atos libidinosos com três crianças e um adolescente, visando satisfazer sua lascívia. Cada uma das vítimas foi sexualmente abusada ao menos uma vez, com exceção de uma delas, violentada sexualmente por duas vezes", diz a decisão.

O réu foi condenado pelo juiz federal por produzir, adquirir, armazenar e disponibilizar conteúdos de pornografia infantil. Também foi condenado por quatro estupros de vulnerável.

Todas as penas somaram 37 anos e 11 meses de prisão. Como o homem está preso há três meses, esse tempo será reduzido da pena. Ele ainda pode recorrer da decisão.

*Com infotmações do G1

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