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"ATÉ HOJE ESTOU ESPERANDO"

Vítima cai em golpe, transfere documento de veículo e não recebe nenhum centavo

24 novembro 2023 - 11h37

Golpes aplicados pela internet sempre ganham variações para tentar atrair mais vítimas. Dessa vez, intermediar a compra de bens anunciados no meio virtual se tornou uma das novas formas de enganar. Um professor de Palmas anunciou uma moto e ao tentar negociar com um possível interessado, acabou no prejuízo.

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A vítima, que não quis se identificar, foi procurada por um interessado que queria comprar o veículo para uma terceira pessoa. Inclusive, teria anunciado para o ‘comprador’ um valor abaixo do que o professor pediu.

“Ficou no telefone dizendo ‘não conta para ela, não conta para ela o valor. E aí eu fui, e fiz a transferência [do documento] na confiança, ingenuamente”, afirmou a vítima.

O suposto negociador ainda ficou cobrando para que ele informasse quando o procedimento de transferência fosse realizado, prometendo depositar o dinheiro após isso. “Até hoje estou esperando. É uma sensação muito, muito ruim. Eu me senti, que depois que acontece a gente vê como a gente como na hora do calor da ansiedade de você receber o dinheiro você é ludibriado. Me senti muito mal”, lamentou.

O professor ainda alertou as pessoas para que não passem pela mesma situação: “Fazer venda de qualquer bem através de um intermediário que você não conhece, é um risco muito grande”.

Números aumentam

Os números do crime tipificado como estelionato em ambiente virtual na capital aumentaram. De janeiro até 19 de novembro de 2023 foram registrados 1.331 casos. Em 2022, foram 1.242 casos.

Para o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Palmas, Douglas Sié Carreiro, é possível identificar quando se trata de uma ‘furada’ no caso de alguém se apresentar como negociador de terceiros.

“Que as pessoas se atentem, não ajam de impulso, confirmem mesmo ou se é a mãe, se é o filho que está mandando aquela mensagem antes de cair em um golpe. E o valor está muito sedutor, desconfie”, orientou o delegado.

Caso o estelionatário seja identificado, haverá punições. “Se for pego em flagrante, vai ser preso, conduzido à delegacia e responder ao crime. Caso não seja preso em flagrante, vai ser instaurado o inquérito e mover uma ação criminal contra ele. A pena nesse caso é de um a cinco anos, se for estelionato”, afirmou.

Caí em um golpe. E agora?

Mas se perceber que caiu em um golpe, a pessoa deve buscar ajuda de um especialista imediatamente, registrar um boletim de ocorrência e acionar o banco por onde foi feita a transação financeira, de acordo com o delegado Cristian Sudbrack.

“Procure as delegacias, especializadas ou não, procure o Procon e procure um advogado da sua confiança”, explicou.

Para o advogado, é possível recuperar o dinheiro perdido. “Ir imediatamente até a instituição bancária, informe que você caiu em uma fraude, solicite o bloqueio daqueles valores, anote o protocolo porque mesmo com a negativa, é possível sim responsabilizar, lá no final, essa instituição pela ação não tomada”, disse o especialista.

*G1 Tocantins