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EM MONTEVIDÉU

Tiago Dimas fala sobre situação da Amazônia, defende agronegócio e critica madeireiros ilegais

27 agosto 2019 - 17h52

Ao comentar a situação na Amazônia durante reunião do (Parlasur) Parlamento do Mercosur, em Montevidéu, nesta segunda-feira, 26 de agosto, o deputado federal defendeu o setor da agricultura e pecuária brasileira e do Tocantins, destacando que a grande maioria dos produtores do agronegócio do país são sérios e não podem ser responsabilizados pelo aumento das queimadas na região.

Membro do Parlasur, deputado também criticou a especulação internacional em torno dos interesses na grande riqueza natural da Amazônia e os madeireiros que agem ilegalmente na região, promovendo desmatamento ilegal em grande escala.

“Tenho procurado buscar o máximo de informações. Tem me preocupado muito essas declarações que às vezes vejo como preguiça de buscar informações corretas ou até mesmo uma eventual falta de até caráter. No Brasil, outros seis biomas sobrevivem e são cuidados: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa, Cerrado e Pantanal”, frisou o parlamentar, ao destacar que o país, embora realmente existe degradação ao longo dos anos, tem sim cuidado com o meio ambiente e com a preservação da sua vegetação.

O deputado elencou que o Brasil, em 2014, lançou na atmosfera 2,59 toneladas de gás carbônico, enquanto a França 4,57 toneladas, a Alemanha 8,89 toneladas e a Venezuela mais de 6 toneladas. “Isso tem que ser lembrado e citado aqui”, destacou Tiago Dimas.

Defensor das novas tecnologias e do uso de energias renováveis e naturais, o deputado destacou que o petróleo provavelmente vai se desvalorizar muito a cada ano que passar, em espacial após o anúncio de montadoras que projetam não construir mais veículos a combustão. Desta forma, segundo o parlamentar, o interesse internacional pelas riquezas da Amazônia aumenta consideravelmente, tendo em vista a grande biodiversidade do local.

O deputado, também, reconheceu que é necessário melhorar o combate aos incêndios, bem como tomar medidas de prevenção. “Sei que ainda possuímos números inaceitáveis, mas esses números de queimadas não são frutos do agronegócio produtivo”, destacou, ao lembrar que o agronegócio é responsável por 24% do PIB brasileiro, sendo fundamental para o aumento de empregos no país (foi o setor que mais empregou em maio com saldo positivo de 37,4 mil e o quinto que mais empregou em julho com mais de 4 mil novas vagas).

“Eu veio do Tocantins, Estado do Norte do Brasil, vivemos do agronegócio. Abatemos em Araguaína em torno de 3 mil cabeças de gado na minha cidade. São famílias e famílias que vivem desse sustento. Que tem o seu ganha pão, fazem com que economia se sustente”, ponderou, ao dizer que a grande maioria desses produtores trabalham com muita seriedade e não podem ser penalizados.

“Não se pode prejudicar quem age corretamente. A maioria não pode pagar o preço de uma parcela, a exemplo dos madeireiros que devastam a nossa Amazônia. O agronegócio é uma base fundamental, na sua grande maioria os produtores trabalham corretamente” finalizou o deputado, ao comentar as ameaças de sanções aos produtos agrícolas do Brasil feitas pela França e outro países de vetar o acordo Mercosul-União Europeia, o que, caso viessem a se confirmar, causaria um enorme prejuízo à economia nacional.

Fundo da Amazônia

Após o término da reunião, o deputado disse que pretende cobrar do governo federal os detalhes da utilização do Fundo da Amazônia, exigindo uma aplicação correta do dinheiro, bem como um trabalho para que as perdas com os cortes de doações anunciados por Noruega e Alemanha sejam, de alguma maneira, recuperados.

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