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Polêmica: Câmara aprova projeto de doação de rua para empresa

14 dezembro 2010 - 08h22

Na manhã desta segunda-feira, 13, um projeto polêmico foi aprovado em primeira votação na sessão da Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Araguaína. Dez dos onze vereadores votaram a favor e apenas Terezona (PR) fez objeção à decisão.

O projeto nº061/2010 trata da doação de um terreno público pra a empresa de recapagem, Pneus Tocantins, localizada no terreno da antiga, Pneus Marquezan, no Entroncamento de Araguaína. A problemática se dá pelo fato de a empresa ocupar uma área que faz parte da Rua Tocantinópolis no Setor Entroncamento.

Cleudo Negão defende seu projeto
O autor do projeto é o vereador Cleudo Negão (PSDB) que o defende, argumentando que a Rua é “móvel” e a empresa está instalada há cerca de trinta anos no local, faltando apenas a legalização dos documentos do imóvel. Cleudo Negão ressalta que é viável a aceitação dos moradores da região quanto ao caso: “todos os moradores conhecem aquela área, portanto sabemos que quanto a isso, não teremos problemas com a aceitação da comunidade”.

Terezona questiona a aprovação
A única vereadora da Casa que se absteve de votar a favor do projeto foi Terezona, que reside no Entroncamento e garante que os moradores e principalmente os vizinhos da empresa, são totalmente contra a doação do terreno “Os moradores do Entroncamento não aceitam essa doação e eu não posso ir contra a comunidade” e ressalta “Nós não estamos aqui para doar a área pública do município pra uma empresa que tem condição de negociar com a prefeitura e comprar outro terreno, então eu votei contra”, pontua.

A empresa
O Diretor representante da empresa, Pneus Tocantins, Geovane Nasser, aponta que o espaço público ocupado pela empresa é apenas um “cubículo” entre uma rua e outra e ainda garante que desconhece a insatisfação dos moradores quanto ao assunto. “Não é do nosso conhecimento que os moradores são contra, porque nunca fizeram qualquer reclamação referente ao fato. A empresa já está instalada lá há três décadas, portanto, acredito que isso por si só, já justificaria a sua legalização” explica o Diretor.

Pedido de vistas
A vereadora Terezona afirmou em entrevista ao Portal o Norte que pedirá vistas do projeto na segunda votação que deverá acontecer em fevereiro. “Não tomarei nenhuma posição favorável ao projeto enquanto isso não for discutido com os moradores daquela região” finaliza.

 

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