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Ministério da Saúde certifica HMPDR no Método Canguru

27 outubro 2011 - 08h34

Hospital e Maternidade Dona Regina foi certificado por consultoras do Ministério da Saúde como Referência Estadual no Método Canguru. A notícia foi dada durante Encontro de Consultoria do Método Canguru, que aconteceu na tarde desta terça-feira, 25, na Escola de Governo, em Palmas.

O método é uma estratégia do Ministério que prevê a atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso, estimulando o aleitamento materno e fortalecendo os vínculos da criança com a mãe e a família. Isso porque um estudo do Ministério da Saúde mostra que bebês recém-nascidos com baixo peso (menos de 2.500 kg) ou prematuros têm um desenvolvimento mais adequado quando são aninhados junto ao peito da mãe ou pai por meio do Método Canguru. Até agora 44 bebês passaram pelas três etapas desse método no Dona Regina.

Para a coordenadora do Método Canguru no HMPDR, Helen Manzano, a certificação, pelo Ministério da Saúde é muito importante porque consolida o benefício. “Tanto para as mães quanto na melhoria da qualidade de atendimento desses bebês, além de comprovar que cumprimos as três etapas previstas no Método”, afirmou. Segundo Helen, a primeira etapa consiste no contato pele a pele do bebê com sua mãe ou pai, evoluindo até a posição vertical (canguru), em alguns momentos da internação; a segunda consiste em o bebê ficar em maior tempo possível em posição canguru; e a terceira etapa, quando o bebê recebe alta hospitalar, mas a mãe ou o pai continuam colocando-o na posição canguru e fazendo acompanhamento com a equipe de saúde.

As irmãs Ana Lara e Maria Eduarda foram as primeiras recém-nascidas atendidas no Método Canguru no HMPDR. A mãe, a técnica em enfermagem Naira Bezerra Torres fala da sua experiência. “Eu achei ótimo, poder amamentá-las, abraçá-las, e ainda com meu marido ali do lado, afirmou. De acordo com a técnica da Sesau, Rose Leny Alves Bento, esse método está de acordo com as novas diretrizes da saúde pública, muito mais focada no coletivo. “Hoje a saúde não está focada somente na cura da doença, mas sim em melhorar a qualidade de vida da família como um todo”, garantiu.

Segundo a consultora do Ministério da Saúde, Mari Elísia, esse é o principal objetivo do método, garantir atendimento adequado e humanizado. “A idéia é permitir aos pais o convívio com seu filho prematuro ou de baixo peso, o que não acontecia antes nesses casos”, lembrou. Para a consultora essa atitude faz toda a diferença para os pais. “Com eles dentro da UTI, participando dos cuidados do bebê com toda a equipe do hospital, eles aprendem sobre os cuidados especiais que o bebê prematuro necessita, além de adquirir mais segurança antes de levá-lo para casa” finalizou.

No HMPDR, a implantação do Método Canguru teve início após a capacitação, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, de 05 tutoras estaduais em 2009. Hoje, essas profissionais do HMPDR são multiplicadoras no Estado, e capacitam atualmente cerca de 30 tutoras municipais, que por sua vez são responsáveis por implantar o método em unidades hospitalares de Palmas, Araguaína, Gurupi, Augustinópolis e Porto Nacional. Atualmente cerca de 13 milhões de bebês nascem prematuros por ano no mundo e mais de 1 milhão morrem no primeiro mês de vida.

Benefícios do Método Canguru
- aumenta o vínculo mãe-filho,
- melhora o desenvolvimento neurocomportamental e psico-afetivo do recém-nascido de baixo peso/prematuro,
- favorece o aleitamento materno,
- permite controle térmico adequado,
- favorece estimulação sensorial adequada,
- contribui para redução do risco de infecção hospitalar,
- reduz o estresse e a dor nos bebês,
- maior confiança dos pais no manuseio do bebê,
- contribui para otimização dos leitos de UTI. ( Ascom/Pró-Saúde)

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