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Naturatins promove soltura de quelônios no Cantão

10 dezembro 2011 - 10h14

Na manhã desta sexta-feira, 09, o Naturatins - Instituto Natureza do Tocantins, por meio da equipe do Parque Estadual do Cantão, realizou a soltura simbólica de filhotes de tartaruga-da-amazônia e tracajás, como parte do Projeto Quelônios do Tocantins. A soltura aconteceu nas águas do rio do Coco, dentro da Unidade de Conservação, e contou com a presença de representantes da comunidade local e pesquisadores da Ulbra – Universidade Luterana do Brasil, instituição parceira do Naturatins.

Na ocasião, foram soltos 2.500 filhotes de quelônios como ato simbólico representando um total de aproximadamente 40 mil animais monitorados desde a desova até o momento da eclosão dos ovos e o recolhimento dos animais para o berçário. Neste último, os filhotes permanecem por um período de 15 dias, tempo necessário para que eles percam o cheiro característico de embrião e possam cicatrizar o resquício do vitelo, popularmente chamado de umbigo. Isso faz com que aumente as chances de sobrevivência dos quelônios, pois diminui o risco de atrair predadores.

Durante a soltura, o coordenador das Áreas Protegidas, Volnei Martinovisk ressaltou a importância do projeto e o engajamento da comunidade e dos colaboradores do parque para que esse trabalho seja realizado todos os anos.

O momento contou com a presença do Biólogo Hilton Vasconcelos, responsável pela área de execução de projetos, que descreveu o histórico do Projeto Quelônios e seu desenvolvimento na região do Cantão e seu entorno. Hilton ainda anunciou que para o próximo ano o projeto passará por uma revitalização não só na parte física e estratégica como em sua abordagem na área da educação ambiental.

Em seguida, a bióloga Daiane Meyer fez uma breve explicação de como ocorre à desova, suas condições e a parte fisiológica das tartarugas, para que os presentes pudessem entender um pouco mais do objetivo de se preservar uma espécie tão delicada e perseguida.

O início do projeto ocorreu em 1995, quando uma equipe de fiscais ambientais percorria todos os dias, aproximadamente 20 quilômetros do rio Formoso no intuito de proteger 15 praias com potencial para desova dos quelônios. No entanto, no Parque Cantão o projeto é realizado desde 2002 e já obteve bons resultados desde então. Para os próximos anos o órgão busca por parceiros que se preocupam em contribuir para a manutenção da preservação da espécie. (Ascom Naturatins)

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