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VISTORIA

MP constata pacientes nos corredores e falta de medicamentos no HGP

02 outubro 2019 - 09h39

Pacientes em macas espalhadas pelo corredor central, falhas na escala, falta de medicamentos e profissionais. Este foi o cenário encontrado pelo promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela durante vistoria realizada no Hospital Geral de Palmas (HGP), na manhã desta terça-feira, 1º de outubro.

A fiscalização do Ministério Público do Tocantins (MPTO) faz parte da rotina de trabalho das promotorias de saúde da capital e visa acompanhar a qualidade da prestação de serviços de saúde no maior hospital público do Estado.

A principal queixa dos pacientes e de parte dos profissionais que atuam no HGP é com relação à falta de insumos, medicamentos e materiais para a realização de procedimentos médicos de rotina. O promotor de Justiça constatou que na Unidade de Tomada de Decisões (UTDI) havia apenas um enfermeiro para atender 30 pacientes. “Nos foi relatado que há falta de macas e cadeira de rodas para atender à demanda”, comentou Thiago Ribeiro.

Na “sala vermelha”, local onde ficam os pacientes em estado grave e que necessitam de cuidados especiais, havia 18 pessoas internadas e apenas um médico atendendo. A recomendação é que a proporção seja de 1 médico para cada 5 pacientes. Recebemos a informação de que não estão sendo realizadas hemodiálises em função da falta de cateter, instrumento indispensável para o procedimento.

A falta de medicamentos é uma constante no HGP, de acordo com dados apresentados pela farmácia da unidade hospitalar. Nesta terça-feira, constatou-se a falta de mais de 20 medicamentos, inclusive alguns necessários para o tratamento de câncer.

O Ministério Público do Tocantins, por meio da 27ª Promotoria de Justiça da Capital, solicitará informações junto à Secretaria de Estado da Saúde sobre as providências imediatas para a regularização do estoque de medicamentos, bem como sobre a organização da escala de profissionais para atender à demanda existente.

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