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AGROTINS

Pesquisadores debatem produção pecuária com baixa emissão de carbono

16 junho 2021 - 08h26Por Secom

A Feira Agrotecnológica do Tocantins - Agrotins 2021 100% Digital promoveu na tarde desta terça-feira, 15, um debate sobre o tema Agricultura de Baixo Carbono (ABC) Corte e Plataforma de Pecuária de Baixo Carbono. Participaram do painel o secretário-executivo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Adenieux Rosa; o engenheiro agrônomo da Boa Esperança Agronegócio, Guilherme Milhomem; o extensionista rural do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Matheus Leal; e os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Roberto Giolo de Almeida e Pedro Henrique Rezende de Alcântara.

Mediando o painel, o secretário-executivo da Seagro, Adenieux Rosa, contou que o Projeto ABC Corte visa intensificar a produção de carne a pasto, em sistemas com e sem irrigação, por meio de uma rede de técnicos continuamente capacitados pela Embrapa. “Os projetos são implantados nas URTs [Unidades de Referência Tecnológica] e acompanhados pela assistência técnica do Ruraltins. Temos que fazer uma avaliação do cenário da propriedade. Esse é o caminho para converter mais produtos em menos áreas”, afirmou Adenieux Rosa.

O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Roberto Giolo, explicou que a Plataforma ABC busca o desenvolvimento, discussão e análise da lógica produtiva das tecnologias em agricultura de baixo carbono. “Assim, acompanhado do desenvolvimento de protocolos para a pecuária de corte, teremos uma valorização do produto agropecuário. A perspectiva é valorizar o produto. O Brasil já tem grande área de sistema de integração, perspectiva em uma agricultura de baixa emissão de carbono”, afirmou o pesquisador.

Roberto Giolo destacou que a Plataforma determina que o gado pode ser abatido já com 10 meses de vida e no máximo 30 meses. Assim, será reduzida a sua emissão de carbono na atmosfera. “O componente florestal é que vai absorver este carbono e neutralizar as emissões dos animais. E com esse novo selo, o foco é o manejo do solo, que será capaz também de reduzir as emissões do sistema de produção, produzindo um produto de melhor qualidade e mais valorizado no mercado. Sistemas que emitem menos carbono são os mais eficientes e trazem mais retorno econômico”, frisou.

O engenheiro agrônomo da Boa Esperança Agronegócio, Guilherme Milhomem, enfatizou sobre o gado ser abatido mais jovem. “Os animais saindo mais jovens garantem uma menor emissão de gases, pois isso causa um ciclo de produção acelerado, garantindo um maior retorno ao produtor. Animais com 18, 20 meses já são abatidos. Desta forma, os animais tendem a depositar menos carbono no ambiente, pois passam menos tempo na área”, afirmou o engenheiro.

O extensionista rural do Ruraltins, Matheus Leal, destacou que a Plataforma ABC está gerando uma certa competitividade. “O sistema está obrigando o produtor a adotar a tecnologia devido a vários fatores. E isso gera competitividade. Se a gente conseguir trabalhar com grãos, conseguimos agregar muito e trazer a pecuária a nível de competitividade, acelerando todo esse desenvolvimento da cadeia produtiva”, informou.

Já o analista da Embrapa Pesca e Aquicultura, Pedro Henrique Rezende de Alcântara, ponderou que o Tocantins está em um processo de valorização de áreas. A agricultura está se expandindo e ganhando espaço na pecuária. “É uma grande oportunidade que existe para a integração de ambos os segmentos. Temos a chance de expandir a nossa produção sem precisar abrir novas áreas e ceder à agricultura. Então, a simples adoção de tecnologias básicas de produção permite dobrar, triplicar a produtividade média no nosso Estado”, garantiu o pesquisador.

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