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Entrevista: o modelo Raphael Martins fala sobre seus planos e carreira

10 novembro 2010 - 10h42

Raphael Martins é carioca, mora no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, e iniciou a carreira profissional com apenas 17 anos. Hoje, aos 21, já tem se destacado no mundo publicitário e no ramo da moda nacional. Entre outros trabalhos artísticos, também fez propagandas para a televisão, participações em novelas globais como Malhação e Passione e atua também como modelo fotográfico.

Mas além de todas as atividades profissionais, ainda sobra tempo para a música, seu hobby preferido, e para fotografar belas paisagens. Raphael ainda cursa a Faculdade de Desenho Gráfico, Design em Fotografias e Posicionamento de Cenas. Um passo importante pra quem pretende atuar no mundo da publicidade televisiva, onde o que se destaca é a imagem de qualidade e a criatividade do profissional.

Entretanto, outro detalhe também marca a vida do modelo. “Não tem um dia em que uma pessoa não pare para me dizer que sou parecido com Edward [protagonista da saga “Crepúsculo”]”, diz Raphael, que por este motivo já foi várias vezes abordado por fãs do ator e confessa ficar um pouco sem jeito com a comparação. “Acho engraçado. Só porque sou parecido com o cara, me tratam de forma diferente”. Já é a terceira vez que Raphael visita Araguaína e, desta vez, ele falou para a revista JFashion.

Jotta Nunes - Você tem uma carreira muito sólida como modelo. Mas, hoje, você é considerado bem parecido com “O queridinho” (o ator Robert Pattinson) do filme Crepúsculo. Como é que é isso para você?


Raphael - Eu acho engraçada essa coincidência que saiu de uma brincadeira entre amigos. Desde que saiu o filme, algumas pessoas começaram a me comparar com o personagem, mas até então era uma comparação normal que poderia acontecer com qualquer pessoa. Mas o filme fez tanto sucesso que as pessoas começaram a me olhar na rua e me chamar de Edward e mexer comigo. Então isso foi tomando uma proporção tão grande a ponto de aparecer o interesse da mídia e dos trabalhos publicitários. Então eu acabei sendo convidado a fazer alguns trabalhos baseados na saga Crepúsculo e algumas matérias de jornal sobre isso, também. Não é a minha meta pegar carona na fama da saga, não pretendo ficar conhecido como o sósia oficial do personagem, ou algo do tipo. Eu também não vejo tanta semelhança, a não ser pelo estereótipo do ruivo com o cabelo para cima. (risos)

Jotta Nunes - Então conta para a gente um pouco da sua experiência em um shopping para fazer uma entrevista bem no dia do lançamento do segundo filme (Lua nova) da saga Crepúsculo?

Raphael - Foi o seguinte: na época do lançamento do segundo filme, uma conhecida do jornal Extra, do O Globo, me chamou para fazer uma matéria sobre essa comparação, uma entrevista simples. Só que eles escolheram como local para entrevista uma praça de alimentação do Shopping de Botafogo. E a saída do cinema coincide com a praça de alimentação. Então, as pessoas iam saindo da sessão de Lua Nova e me vendo fazendo a entrevista. Aí começou um alvoroço. Nisso, a jornalista aproveitou e começou a chamar as pessoas para participar da matéria e tirar fotos. E aí, o que era pra ser uma matéria pequena, virou algo maior do que a gente estava imaginando. Daí toda essa história foi para o jornal, para a internet e aumentou ainda mais a comparação.


Jotta Nunes - Depois disso, você ganhou várias fãs. Como é o seu tratamento com elas?

Raphael - Eu acho legal porque quando uma pessoa é considerada uma fã, ela tem um certo carinho por você, ela tem uma certa fantasia, quer estar junto. Eu recebo muito bem as pessoas que vêm conversar comigo, que vêm para tirar fotos. Eu procuro, sempre, ser carismático e simpático. Inclusive, quando eu cheguei em Araguaína, na primeira noite, as meninas pediram para tirar foto comigo e eu fui super simpático e tirei foto com elas. Eu procuro ser simples e humilde, eu acho que o importante é isso.

Jotta Nunes - Vamos falar sobre sua vida profissional. Como e quando se iniciou sua carreira de modelo?

Raphael - Minha carreira começou em janeiro de 2006. Eu estava em uma festa, numa boate em Ipanema, no Rio, chamada Dama de Ferro, e um pessoal da produção da agência Mega Model gostou do meu perfil e me entregou um cartão para que eu os procurasse. Mesmo sem experiência nenhuma nesta área, eu resolvi visitar a agência, fiz alguns trabalhos e, a partir daí, decidi investir na carreira.


Jotta Nunes - Quais foram os trabalhos que você já fez?

Raphael - Eu já fiz vários trabalhos, desde desfiles em passarelas, fotos para publicidade, fotos fashions, participação em novelas e comerciais para televisão.

Jotta Nunes - E essa carreira é o que você queria para sua vida, ser modelo?

Raphael - Sim. Eu achei legal. Eu nunca me imaginei como modelo porque sempre fui muito tímido, então eu nunca tive ambição de trabalhar com a mídia, com a exposição, televisão, fotografia. Mas desde que surgiu o convite, me despertou curiosidade e percebi que era um meio legal, que dava pra tirar uma grana. É uma profissão promissora, ou até, no mínimo, divertida. Eu gosto do que eu faço, eu faço por prazer. Eu nem sempre me preocupo com os ganhos financeiros, eu faço, realmente, por prazer. Eu já fiz vários trabalhos para amigos que estão começando na moda, e de graça, sem problema nenhum.



Jotta Nunes - Como modelo, qual seria a revista top em que você gostaria de sair?

Raphael -
Todo modelo que conhece a mídia internacional, as revistas, sonha em sair na Vogue. Mas eu acho que nem é tanto a revista em si, mas é o conhecimento do trabalho. É sempre prazeroso um trabalho com gente que tem um conhecimento grande, com conteúdo grande e aí você sabe que aquele trabalho não foi raso, fútil, bobinho ou sem propósito. Mas o trabalho, independente se é uma revista grande ou pequena, uma passarela de fundo de quintal ou Fashion Rio ou São Paulo Fashion Week, eu viso fazer os que tenham conteúdo, que tenham uma mensagem legal.

Além da carreira de modelo, você também é estudante. Qual o curso que você faz e você pretende terminar este curso?

Raphael - Sim, vou terminar com certeza. Eu sempre gostei de desenhar, projetar, criar coisas e, então, eu entrei na faculdade de Desenho Industrial. Eu faço Design Gráfico na PUC-RIO. Gosto muito desta profissão, já fiz alguns pequenos trabalhos freelancers e achei legal, sempre quis fazer este tipo de trabalho. Então, a parte da profissão de modelo, eu também tenho essa carreira de design. E eu espero continuar trabalhando com ela, independente de qualquer rumo que a carreira de modelo possa tomar.


Jotta Nunes - E o que pesa mais?

Raphael -
A carreira de modelo ou a faculdade?É difícil dizer, mas, se eu parar para pensar, é a faculdade, sem dúvida, porque é algo garantido. Querendo, ou não, a carreira artística pode ter seus altos e baixos e todo mundo sabe disso. Então, eu tenho minha faculdade como um porto seguro para eu poder trabalhar, ganhar meu dinheiro e fazer minha vida.

Jotta NunesAlém dos trabalhos que você já fez na televisão, nas passarelas, você também já desfilou em eventos pequenos, considerados, até, de “fundo de quintal”. Conta um pouco pra gente como foi isso?

Raphael -
Pois é. Eu já fiz vários tipos de desfiles para amigos e também para grandes produções. Já desfilei no Fashion Rio, em 2007, e também já fiz pequenos desfiles em ateliês de pessoas famosas, como a Cacá Barcelos, que é bem conhecida no mundo da moda. Já fiz desfiles para amigos que ninguém conhece e que estão começando sua marca. São amigos que são muito bons e criativos. Por isso a gente tenta ajudar, a gente vê que aquilo é uma proposta legal, uma iniciativa boa e a gente se empolga. Eu não tenho nenhum tipo de preconceito quando se trata de trabalhos e desfiles. Eu olho e vejo se me interessa, se é legal a proposta e a iniciativa, e tento ajudar fazendo minha parte.


Jotta NunesQuando o assunto é moda, o que você almeja nessa carreira?

Raphael - Parece que além desse ramo, você pretende, também, fazer teatro?É, quando eu comecei no mundo da moda, eu, basicamente, não tinha muita ambição, não tinha muita perspectiva. Eu fazia aquilo o que era oferecido. Agora, eu comecei a fazer algumas participações na novela Malhação, na novela Passione, e já fiz outros comerciais, outros trabalhos que me aproximaram muito da carreira de ator. E eu vi que era uma coisa legal, eu sempre gostei de cinema, televisão, mas eu nunca tinha me imaginado como tal. Então, agora, eu vou fazer um curso de teatro, na Cia. de Teatro Contemporâneo, em Botafogo, e vou experimentar e ver no que vai dar. Eu quero atuar, com mais freqüência, como ator porque, até então, eu só fazia pequenas participações.

Jotta Nunes - Então, agora, a televisão vai ser o seu foco?

Raphael -
Sim, no momento meu foco vai ser a televisão, mas não vou largar a publicidade como modelo, a parte fashion. Mas eu pretendo experimentar mais a televisão.

Jotta Nunes - E sobre música? Você também toca instrumentos, certo? Fale um pouco sobre esse lado seu.

Raphael - Sempre estive ligado com a música, desde pequeno toco piano. Minha avó é cantora lírica, então ela sempre colocou a música muito presente em nossas vidas. Eu já tive bandas quando era moleque, desde os 14 anos eu toco entre amigos. Eu já tive três bandas ao longo da vida, uma delas durou três anos, fizemos vários shows, chegou até a ficar conhecida, mas, infelizmente, ela acabou. Mas mesmo assim eu sempre tive a música como um hobby além da carreira artística. Eu tenho a música como uma vida paralela. Não pretendo subir como músico, mas é uma incógnita. A gente toca, se diverte e o que vier, veio. Eu toco guitarra, toco violão, baixo, um pouco de bateria, teclado, um pouco de tudo. Quando eu tenho um tempo livre, estou fazendo alguma coisa, compondo.

Jotta Nunes - Você se considera um sex symbol?

Raphael -
Não sei, acho que não. Eu acho que sexy symbol é uma palavra muito forte. Eu acho que, o jeito que a gente é, o nosso estereótipo, sempre acaba agradando e não agradando algumas pessoas. Então eu acho que o sex symbol está nas pessoas ao meu redor, eu espero ser querido por essas pessoas que eu julgo importantes. Eu não me preocupo se eu vou ser mundialmente conhecido ou se eu vou ser uma referência de beleza.
 

Vamos falar um pouco sobre Araguaína. Como que é para você a relação Rio de Janeiro – Araguaína? E como está sua estadia aqui?

Raphael -
Olha, eu gostei muito de conhecer Araguaína, até porque eu sempre tive um contato muito grande com rios, fazendas e eu sei que Araguaína tem coisas assim. Eu sempre tive contato com praias de água doce, sempre gostei mais do que praia de água salgada. Então, acaba que as duas cidade são muito iguais, aqui é um pouco mais quente do que lá (Rio), mas eu fui para o Rio Araguaia, achei ótimo, muito relaxante, a água é uma delícia e pretendo voltar sempre. Meu pai mora aqui há cinco anos, então eu venho visitá-lo, fico na casa dele e a gente sempre vai para o Araguaia, para os lugares noturnos da cidade. A cidade é muito receptiva, é muito legal, tem muito a oferecer para os visitantes que ainda não conhecem. Eu acho que todo mundo poderia vir conhecer a cultura e as belezas naturais daqui.

Jotta Nunes - Então, para finalizar, deixe um recado para os araguainenses, já que você está nos visitando pela terceira vez.

Raphael -
Eu só tenho a agradecer à cidade, conheci pessoas ótimas aqui e eu deixo meus agradecimentos, simples e humildes. Obrigado a todo mundo que me recebeu, agradeço a você Jotta Nunes, por um espaço na JFashion, agradeço muito pela oportunidade. Por sinal, é o meu primeiro trabalho profissional aqui, então, sem dúvida, eu vou voltar sempre. Enquanto tiver propostas, eu vou estar aqui em Araguaína.

 

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