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FUTSAL FEMININO

Time de futsal feminino reclama da falta de apoio do Poder Público

11 abril 2011 - 15h26

Daniel Lélis
Da Redação

 

Foi-se o tempo em que o futebol era coisa de homem. Hoje, cada vez mais mulheres tem se destacado no cenário esportivo que antes era dominado pelo sexo masculino. Contudo, as dificuldades para elas são maiores. Falta incentivo, valorização e apoio.

Essa é a realidade do time de futsal de Araguaína, o MASB, formado por 15 mulheres, não tem sequer uniformes para todas as jogadoras. A equipe não tem local próprio para realizar os seus treinos, nem transporte para conduzi-las às competições.

Márcia Aparecida Santos Borges (cujas iniciais dão o nome para o time), 27 anos, é a goleira do MASB. Segundo ela, o grupo tem enfrentado sérios problemas para participar de torneios. “Falta tudo”, conta ela. “Às vezes não temos outra alternativa senão tirar do próprio bolso o dinheiro que precisamos para custear os gastos da equipe”, completa.

Pretensões x Falta de apoio
Mesmo com tantas incertezas, a equipe do MASB não desiste fácil e pretende participar de um torneio de futsal feminino que acontecerá do dia 22 ao dia 24 de abril na cidade de Ananás. Porém, como já era de se imaginar, a participação no evento, que deve reunir 16 seleções de todo o Estado e premiar o vencedor com R$ 3.000, está gravemente comprometida.

Isso porque, explica Valdânia Maria dos Santos, 33 anos, técnica do time, “até o momento o MASB não conseguiu transporte para levar as atletas até Ananás”. A Secretária Municipal de Esportes, de acordo com ela, afirmou “que o único micro-ônibus disponível pertence a Secretaria de Educação, que não poderia cedê-lo”.

A Secretaria Estadual de Esportes, por sua vez, afirma Valdânia, declarou que como o MASB tardou em mandar o ofício solicitando o transporte, não seria possível ajudar a equipe dessa vez. “Sem o apoio do Poder Público, dificilmente conseguiremos participar do torneio em Ananás”, lamenta ela, que finaliza dizendo: “não nos falta força de vontade de representar Araguaína lá fora, mas infelizmente sozinhas não podemos ir muito longe”.

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