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ILEGALIDADE

Presença de vendedores ilegais revolta comerciantes em Araguaína

18 janeiro 2011 - 15h45

O aumento de vendedores ambulantes pelas ruas de Araguaína tem se intensificado. Eles vendem suas mercadorias no meio das calçadas em frente às lojas, incomodando a passagem de pedestres e venda de comerciantes que trabalham no local. Se por um lado, ambulantes cobram um lugar adequado para expor seus produtos, por outro, os donos de estabelecimentos comerciais reclamam da falta de fiscalização do Executivo relacionado ao trabalho não regulamentado desses vendedores.


Carrinhos de milho assado, churrasquinhos, CDs, DVDs, sapatos e acessórios, disputam espaço com os pedestres que transitam nas principais avenidas de Araguaína. “A gente às vezes passa apressada e além de desviar das pessoas, ainda temos que ter cuidado pra não esbarrar em mercadorias espalhadas. A calçada é lugar de pedestre andar”, reclama a vendedora Cleidimar Cardoso, 25 anos, que observa “Eu sei que os ambulantes são trabalhadores, mas o lugar deles trabalharem não é aqui no meio da rua”, diz.

A falta de fiscalização e providências por parte do poder público municipal é apontado pelos comerciantes, como principal motivo do problema.

É inadmissível a instalação desses ambulantes nas calçadas, em frente nossas lojas. “Me sinto desrespeitado! Nós comerciantes, temos que manter todo mês, funcionários, aluguel, energia, telefone, pagar impostos pra tudo quanto é produto e inclusive impostos pra prefeitura. Portanto, assim como temos deveres, também temos direito de cobrar um posicionamento do prefeito, porque é responsabilidade dele, de no mínimo, tentar resolver o problema” diz revoltado o proprietário de uma loja de calçados, o comerciante Luis Carlos, 35 anos.

Shopping Popular


Espaço escolhido na administração de Valderez, para instalar camelôs em
Araguaína.


Há cerca de sete anos, ainda no mandato da ex-prefeita, Valderez Castelo Branco (PP), o mesmo problema foi solucionado, com a inauguração de um espaço para que os vendedores ambulantes pudessem vender suas mercadorias.

O prédio foi intitulado como Shopping Popular e ainda hoje funciona localizado em frente à Praça São Luiz Orione, abrigando os ambulantes num ponto estratégico na região central. Valderez retirou assim, os vendedores das ruas sem prejuízo de seus trabalhos.

Anos depois da criação do Shopping, a questão volta à tona e os vendedores que se instalam pelas calçadas, justificam que falta um lugar adequado para que eles possam trabalhar. É o caso de Bruno Mendes, 23 anos, com o ensino fundamental incompleto, o vendedor trabalha nas ruas de Araguaína há 4 anos e afirma: “Esse é o meu “ganha pão” é isso que eu sei fazer de melhor. Não é fácil ficar aqui, debaixo de sol e chuva, mas eu tenho família para sustentar. Os camelôs que vão para as ruas é porque não tem um lugar pra eles “trabalhar””. Bruno ainda alega que o Shopping Popular ainda não seria um lugar adequado para instalar os vendedores e expõe sua justificativa “Eu não iria pra um lugar para pagar quase metade de um salário para continuar a trabalhar, porque o lucro das vendas já é baixo e pra mim mesmo, não compensa. Sendo assim, prefiro ficar na rua” pontua.

Enquanto o problema não é resolvido, comerciantes, pedestres e ambulantes aguardam um posicionamento da administração municipal para trazer soluções paliativas relacionadas ao fato.



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