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SUPREMO TRIBUNAL

PGR denuncia deputado federal do PSL por forjar o próprio atentado

04 outubro 2021 - 16h44Por R7 Notícias

À época, Trutis chegou a fazer postagens nas redes sociais, afirmando que o carro em que estava havia sido alvejado por, no mínimo, cinco disparos. Aproveitou a ocasião para defender o porte de arma, pauta recorrente do deputado bolsonarista. “Meu pai dizia: ‘Tenha fé, mas vá armado’. Graças a Deus pude revidar e aguardar a polícia. Quem achou que eu ia parar ou me calar, digo que estamos apenas começando”, escreveu.

O parlamentar ainda afirmou que não daria entrevistas “por não acreditar na seriedade da imprensa digital do MS (Mato Grosso do Sul)”. Em outra postagem, rebateu piadas e acusações de que o ocorrido se tratava de uma simulação.

“Os leigos e engraçadinhos ‘esquecem’ que no MS o crime organizado sempre teve participação na política. Cigarreiros, traficantes e líderes de esquadrões da morte se tornaram vereadores, deputados e quase fizeram até um governador”, sustentou, voltando a defender o porte de arma.

No curso das investigações, Trutis alegou que teria porte funcional, por ser parlamentar, concessão que, na realidade, não existe. Ao deputado também é proibido o porte, uma vez que ele responde a um processo penal decorrente de Lei Maria da Penha. Como Trutis admitiu ter usado uma pistola para revidar o suposto atentado, os investigadores constataram que a arma estava registrada no nome do irmão do deputado, Alberto Carlos Gomes de Souza.

No âmbito da Operação Tracker, conduzida pela PF, foram encontradas várias armas na casa do deputado, incluindo um fuzil. Por esse motivo, ele chegou a ser preso, mas foi liberado por ser parlamentar, já que, pela função, só pode ser preso por crime inafiançável. Em relação aos armamentos descobertos durante os mandados de busca e apreensão, a PGR solicita a apuração em primeira instância.

Além das denúncias contra Trutis e Ciro Fidelis, a PGR sugere ao STF a celebração de um acordo de não persecução penal a Alberto Carlos, irmão do deputado, por entender ter praticado o crime de porte ilegal de arma ao emprestar a pistola ao parlamentar.

O carro em que Trutis estava era alugado, e, por ser ação penal privada, a PGR pede a intimação da empresa de locação de automóveis para que, querendo, entre com ação penal privada contra o deputado por crime de dano.

A denúncia foi encaminhada pela PGR ao STF, que vai decidir sobre o acolhimento ou não. A relatoria está nas mãos da ministra Rosa Weber. 

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