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Com risco de contágio, empresa de segurança é denunciada por não colocar colaboradora em quarentena

13 maio 2020 - 11h43Por Redação

O Covid-19 está se espalhando rapidamente e já tem casos notificados em 50 dos 139 municípios do Tocantins. No último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Estado contabiliza 828 casos da doença e 14 óbitos, fora os já registrados depois e que devem ser somados hoje. O avanço do vírus tem deixado a população em estado de alerta e de olho nas possíveis irregularidades e desrespeito às medidas orientadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), entre elas, a quarentena no caso de pessoas infectadas ou que tiveram contato com pacientes confirmados.

Sobre esse assunto, o Portal O Norte recebeu uma séria denúncia indicando que uma empresa de Araguaína, com cerca de 40 colaboradores não estaria seguindo essa importante recomendação e nossa reportagem foi apurar caso.

O alvo da denúncia é a filial da Prossegur, que atua no ramo da segurança privada, de onde uma pessoa que trabalha na empresa e preferiu não se identificar, procurou nossa reportagem para denunciar o fato de que uma colaboradora, que atua regularmente na unidade e que tem contato com os demais funcionários, deveria estar em quarentena, haja visto que uma irmã com quem ela convive e que é servidora na área da Saúde, foi diagnosticada com Covid-19 recentemente.

"Somos dezenas de funcionários e ela continua trabalhando no meio de nós com o sério risco de ser infectada e assim propagar a doença entre os colaboradores. Temos famílias, pessoas em grupos de risco e assim como meus colegas, acho um absurdo a empresa não pensar nisso e colocar todos nós nessa situação", reclama preocupada a pessoa denunciante que acrescenta: "A gente trabalha porque precisa, mas necessitamos do mínimo de segurança nesse sentido. Não é o que está acontecendo", observa. 

O Outro Lado

O Portal O Norte procurou a diretoria da Prossegur na cidade, que através da assessoria do grupo encaminhou uma nota de esclarecimento sobre o caso.  

Em nota a empresa disse que a colaboradora em questão continuava trabalhando normalmente, e defendeu o argumento de que ela não apresenta nenhum sintoma e "o fato de ter contado com pessoas contaminadas não significa que o outro também estará contaminado", declarou.

Ainda conforme a nota, a Prossegur informa que estabeleceu um protocolo de procedimentos para prevenção e combate a COVID-19 com base nas orientações do Ministério Saúde: "Seguindo o protocolo, os colaboradores que são do grupo de risco foram identificados e afastados imediatamente. A empresa adotou uso de máscaras para todos os colaboradores, reforçou a limpeza de suas instalações e frota, disponibiliza álcool em gel em todas as áreas de trabalho, incluindo seus carros-fortes e carros da frota leve", disse acrescentando que: "A empresa faz uma triagem diariamente de seus colaboradores na entrada de suas bases com aferição de temperatura. Além disso, todos os colaboradores sintomáticos são encaminhados para avaliação médica e colocados em quarenta quando necessário", pontua.

A prefeitura

O Portal O Norte também procurou a prefeitura para esclarecimentos sobre a denúncia.

Em nota, o município disse que uma equipe formada por técnicos do Departamento de Posturas e Edificações (Demupe) e Vigilância Epidemiológica irão investigar o caso. "As medidas serão tomadas de acordo com protocolo do Ministério da Saúde", disse.

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