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HERANÇA MALDITA

Governo de Marcelo Miranda deixou cerca de R$ 2 bilhões em dívidas no Igeprev

13 setembro 2019 - 21h54Por Redação

A dívida deixada pela gestão do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) no instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev), entre os anos de 2015 e 2018, chega a cerca de R$ 2 bilhões. O montante foi acumulado devido ao fato do governo à época não ter repassado para o órgão a parte patronal do Estado (20,20%), pagando somente a parte que era descontada dos servidores (11% do servidor civil e 12% do servidor militar) para obtenção do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP).

De acordo com os dados levantados pela reportagem, a ausência de repasses das contribuições da parte patronal do Estado ao Igeprev era constante no governo de Marcelo Miranda, que tinha como presidente do órgão à época, Jacques Silva. 

Em 2015, foram parcelados, em 60 parcelas, R$ 123.484.549,63. Em 2016, houve dois novos parcelamentos, sendo um no valor de R$ 213.272.233,09 e outro de R$ 133.735.020,80. Já em 2017, o montante parcelado foi de R$ 274.382.107,75, totalizando R$ 790.569.777,01, que com juros e multas chega a cerca de R$ 1,5 bilhão.

Além da dívida parcelada, o governo de Marcelo Miranda deixou para a gestão de Mauro Carlesse (DEM) uma dívida sem parcelamento no valor de R$ 283.134.256,56 da parte patronal do Estado e mais outra dívida de cerca de R$ 81 milhões do repasse da parte dos servidores, referente aos anos de 2016, 2017 e 2018.

Mudança da Gestão

Desde janeiro de 2019, o Governo de Mauro Carlesse conseguiu acabar com a apropriação da contribuição do servidor, implantada pela gestão anterior, repassando em dia as contribuições devidas pelos servidores, além de já ter quitado toda a parte do servidor que estava em atraso desde o início de seu governo em abril de 2018. 

De acordo com a gestão atual do Igeprev, sob o comando de Sharlles Fernando, o objetivo agora é pagar as contribuições retidas do servidor, no período de setembro de 2017 a março de 2018, no valor de R$ 81 milhões, para então poder negociar a dívida patronal, sendo que grande parte, foi herdada do governo anterior.

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