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Vice acusado de atentado contra prefeito voltará a ser julgado hoje

03 setembro 2019 - 07h52Por G1/TO

O julgamento do vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), conhecido como Letim Leitão, deve ser retomado às 9h desta terça-feira (2), no Fórum da cidade. A primeira audiência foi no dia 19 de agosto e acabou suspensa sem que os acusados fossem ouvidos porque testemunhas que moram em Palmas não estavam no local.

Letim Leitão é acusado de encomendar um atentado contra o prefeito Elson Lino de Aguiar (MDB), o Dotozim, em janeiro deste ano. Também estão sendo julgados o suposto atirador, Gustavo Araújo da Silva, e um empresário e uma mulher que teriam intermediado o crime, Paulo Henrique Sousa e Kelly Fernanda Carvalho.

No último dia 30 as testemunhas que faltaram foram ouvidas em Palmas, através de carta precatória por outro juiz. Nesta terça-feira, a expectativa é que os acusados falem. O prefeito prestou depoimento na primeira audiência.

Até o momento já foram ouvidas 16 testemunhas e a vítima. Não há previsão para a duração do julgamento. A promotoria quer que o caso vá a júri popular.

Outro lado

No dia da primeira audiência, o advogado que representa o vice-prefeito Letim Leitão disse que só vai se manifestar após o fim do julgamento.

A defesa de Kelly Fernanda Carvalho disse que ela não participou do crime, que é inocente de todas as acusações e que quer evitar que a cliente vá à júri popular.

Os advogados que representam Gustavo Araújo da Silva e Paulo Henrique Sousa saíram do fórim sem falar com a imprensa também no dia da primeira audiência. 

O crime

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar (MDB). O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas já recebeu alta do hospital.

Além dele, foi também foi capturado Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito. Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo.

A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção

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