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CASO CELTINS

Grevistas mostram descrença em relação a acordo com concessionária

04 agosto 2011 - 08h09

Daniel Lélis
Da Redação

 

O impasse continua. Os funcionários da Selvat e da Enecol, empresas terceirizadas da Companhia de Energia Elétrica do Tocantins (Celtins) continuam em greve em todo o Estado. A paralisação teve início no dia 18 de julho e conta com a adesão de mais de 600 profissionais, 88 só em Araguaína.

Entre as principais reivindicações do grupo, estão: aumento salarial em torno de 15%, assistência médica para os colaboradores, vale alimentação e melhorias nas condições de trabalho. Até o momento, de acordo com Celma Moreira, uma das dirigentes do Steet (Sindicato dos Trabalhadores em Eletricidade do Tocantins), entidade que representa os grevistas, todas as tentativas de acordo entre os trabalhadores e o sindicato que representa os empregadores foram mal sucedidas.

Tentativas frustradas
Moreira conversou com a nossa reportagem por telefone. Segundo ela, no último dia 28, um desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região, jurisdição a que pertence o Tocantins, teria vindo até o Estado para tentar buscar uma solução para o conflito. Contudo, conta ela, o sindicato patronal não teria apresentado nenhuma proposta. “O sindicato dos empreiteiros não está interessado no acordo. O objetivo deles é pressionar para que a justiça trabalhista declare a greve ilegal, abusiva”, afirmou.

Ainda de acordo com Moreira, no dia 23 de agosto será realizada em Brasília uma nova tentativa de negociação entre as duas partes. Questionada se teria expectativa de que dessa vez surgisse um acordo, a representante da Steet mostrou descrença: “Infelizmente, os empregadores não tem dado sinais de que vão finalmente buscar atender as nossas reivindicações. A intenção deles é questionar a legalidade da paralisação. Entretanto, estamos agindo dentro dos limites da lei. Os serviços essenciais tem sido mantidos pela Celtins, a quem pertence essa responsabilidade”, explicou.

Serviços prejudicados
Moreira destacou que, diferente do que a Celtins tem afirmado, parte dos serviços oferecidos pela concessionária estão sendo prejudicados por conta da paralisação. “A Celtins está trabalhando com uma equipe reduzida de profissionais. Não há como os serviços não serem afetados. Temos informações de que a equipe que trabalha diretamente para a empresa não tem tido mais folga; trabalha sábado e domingo. Mesmo assim, não há como atender a toda a demanda. Por isso, serviços de corte, religação, troca de equipamentos e outros tem sido prejudicados”, contou.

Demissões
Ao final da conversa, Moreira denunciou que três funcionários da Enecol que estavam participando da greve foram demitidos, o que, segundo ela, fere o direito a greve, garantido constitucionalmente.

Denúncia até hoje não esclarecida
Assim que o Steet entrou em greve, Celma Moreira foi entrevistada pelo portal. Na época, ela fez uma denúncia grave. De acordo com ela, de um ano para cá, quatro trabalhadores das terceirizadas da Celtins morreram em serviço no Estado. A culpa, contou ela na oportunidade, seria da falta de treinamento dos profissionais. Até hoje, nem a direção da Selvat, nem da Enecol quis se pronunciar a respeito. A Celtins, igualmente, preferiu não comentar.

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