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Dupla que invadiu hospital e executou paciente pode pegar até 30 anos de cadeia

05 agosto 2021 - 12h33Por Secom

Dois homens foram indiciados pela Polícia Civil por executarem um paciente dentro de um hospital público do Tocantins. O crime aconteceu em dezembro do ano passado. 

O inquérito, que foi presidido pelo delegado Túlio Pereira Motta, foi concluído nesta quarta-feira, 4, com o indiciamento de dois indivíduos de 20 e 27 anos, que segundo as investigações teriam invadido as dependências da unidade de saúde e executado, a tiros, a vítima que estava no local para receber atendimento médico em razão de ter sido vítima de uma atentado, no dia anterior, na cidade de Brejinho de Nazaré.

Ainda segundo o delegado, os dois indivíduos foram reconhecidos por testemunhas que estavam no hospital e os apontaram como sendo os autores do crime. “Nossas investigações apontaram que o crime teria sido cometido em virtude de um desentendimento entre a vítima e um dos autores, quando ambos estavam presos na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional”, ressaltou o delegado.

Com a conclusão das investigações, os dois indivíduos agora responderão pelo crime de homicídio qualificado e, se condenados, podem pegar uma pena de reclusão de até 30 anos de prisão. Vale ressaltar que o homem de 27 anos já se encontra preso pela prática de outros crimes e, agora, também responderá pelo homicídio praticado no hospital.

O crime

Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima foi baleada no dia 27 de dezembro de 2020, quando estava na frente da residência da sua mãe em Brejinho de Nazaré. Socorrido, o homem foi levado para o Hospital em Porto Nacional para receber atendimento médico. No dia 28 de dezembro, por volta das 12 horas, os dois homens indiciados, usando capacetes, invadiram a unidade hospitalar e assassinaram a vítima com ao menos quatro disparos de arma de fogo que atingiram o peito e a cabeça.

Segundo Túlio Pereira Motta, a conclusão do inquérito policial com o consequente indiciamento dos dois suspeitos reforça o compromisso da Polícia Civil do Tocantins com a investigação criminal no sentido de resolver um crime que teve muita repercussão em todo o Estado.

"Desde as primeiras horas após o crime, as equipes da 7ª Deic não mediram esforços para solucionar esse homicídio e identificar os autores, visto que foi um crime audacioso onde os criminosos não se importaram de invadir um hospital público e executar uma vítima que ali estava para receber atendimento, colocando em risco a integridade física de pacientes e servidores do hospital”, ponderou o delegado.

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